
Santa Bárbara d’Oeste poderá ganhar mais um evento em seu Calendário Oficial de Eventos. O Projeto de Lei nº 115/2026, apresentado pelo vereador Isac Sorrillo, propõe incluir a Festa Caipira da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, realizada anualmente no segundo sábado de junho. A iniciativa valoriza uma atividade comunitária, mas também levanta uma discussão pertinente: qual deve ser a prioridade dos vereadores na hora de apresentar projetos de lei?
A proposta ainda não foi aprovada. O texto seguirá para análise das comissões permanentes da Câmara Municipal e deverá ser votado dentro do prazo regimental, de até 90 dias, sujeito a prorrogação nas condições previstas.
O parlamentar considera, na Exposição de Motivos do projeto, que a Festa Caipira da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo já se consolidou no calendário comunitário da região, como “um dia inesquecível para a comunidade e suas famílias, com a distribuição gratuita de cachorros-quentes e comidas típicas, além de diversas atrações e atividades recreativas”.
Para Sorrillo, a Festa Caipira é um exemplo de organização comunitária, amor ao próximo e valorização as famílias. “Eventos como esse fortalecem os laços entre os moradores, promovem a inclusão social e oferecem momentos de alegria e cidadania para todos da nossa cidade”, afirma o vereador.
Por que as sessões da Câmara afastam parte da população?
A discussão sobre as prioridades legislativas se conecta a outra questão: a participação popular nas sessões da Câmara. O debate público, por vezes marcado por conflitos, discursos exaltados e discussões que pouco ajudam o cidadão a compreender o que está sendo decidido, pode contribuir para o distanciamento entre os moradores e seus representantes.
Isso não significa que todo projeto voltado à cultura, ao lazer ou à convivência comunitária seja irrelevante. Tampouco permite afirmar, sem pesquisa, que a população rejeita iniciativas desse tipo. A pergunta que permanece é se os projetos apresentados correspondem às prioridades dos barbarenses e se os vereadores estão conseguindo demonstrar, com clareza, os resultados de sua atuação.
Uma sessão pode reunir propostas importantes e debates produtivos, mas a apresentação de projetos de alcance limitado também merece escrutínio público. O mandato parlamentar não deve se resumir à criação de datas comemorativas ou à inclusão de eventos em calendários: precisa produzir leis úteis, fiscalizar a administração e enfrentar problemas concretos da cidade.







