O Jornal D’Oeste, que circulou durante 41 anos na cidade de Santa Bárbara d’Oeste, completa 79 anos em que a sua primeira edição entrou em circulação, neste mês de julho. A equipe do Centro de Documentação Histórica – CEDOC da Fundação Romi fez um levantamento de fontes sobre o periódico, e disponibiliza para pesquisa na área temática do site www.fundacaoromi.org.br/cedoc.
No final da década de 1940, Zeno Domingues Maia propôs a Manoel Teixeira a fundação de um semanário no município de Santa Bárbara d’Oeste no mesmo período em que o Jornal Cidade de Santa Bárbara encerrava as atividades. Após três meses começou a circular um dos principais jornais barbarenses daquele período. A primeira edição do Jornal D’Oeste foi publicada no dia 17 de julho de 1949, tendo como proprietários Américo Emílio Romi, Domingos Finamore, Zeno Domingues Maia e com a supervisão do diretor José de Assis Saes.
Segundo o enunciado da primeira edição, o jornal era publicado uma vez por semana geralmente aos domingos: “Semanário dedicado aos interesses do município”, e era impresso na Gráfica Barbarense localizada à rua Floriano Peixoto, nº305.
Antes da inauguração do Jornal D’Oeste, o município de Santa Bárbara d’Oeste ficou durante seis meses sem nenhum representante da imprensa jornalística. “Veiu á luz da publicidade no dia 17 de julho de 1949. Havia seis meses, então, a cidade não tinha um único órgão de imprensa que informasse, que orientasse, que guiasse, que instruísse e defendesse a sua população dinâmica e progressista.”
As primeiras publicações do jornal, contendo quatro páginas, foram realizadas e os responsáveis pela redação foram Manoel Texeira e o professor Eduardo Silva. “Com o passar dos anos surgiram outros redatores como: Francisco Pinhanelli Neto, José Naidelice, Naor Azanha, Domingos Pinhanelli Sobrinho, Celso Luiz Gagliardo entre outros”, conta a coordenadora do CEDOC da Fundação Romi Sandra Edilene de Souza Barboza. “Após 41 anos foi encerrada a circulação do Jornal D’Oeste com a sua última publicação no dia 24 de fevereiro de 1990. Foram 3.625 edições publicadas ao longo de sua história”, finaliza Sandra.
A pesquisa completa preparada pela equipe do CEDOC com fotografias, jornais está disponibilizada no site do CEDOC da Fundação Romi no endereço:
Sobre o CEDOC
O Centro de Documentação Histórica – CEDOC é um espaço vivo de preservação da história, que além de resgatar todo o passado histórico de Santa Bárbara d’Oeste e região, atua na guarda, conservação e disponibilização do acervo da Fundação Romi e da Indústrias Romi – com destaque para o acervo do Romi-Isetta. É uma importante fonte de pesquisa para jornalistas, estudantes, entre outras pessoas que buscam informações sobre a região de Santa Bárbara d’Oeste. Realiza projeto de Educação Patrimonial para crianças e adolescentes e Processamento Técnico de todos os documentos recebidos. O acervo disponível para consulta é composto por mais de 300.000 mil documentos. No CEDOC são considerados documentos históricos toda informação registrada independente de forma ou suporte (física ou digital), em função de seu valor informativo, testemunhal, que servirão para conferir autenticidade a algum acontecimento histórico ou utilizado como fonte para pesquisas. O CEDOC está localizado à Avenida João Ometto, 200, Jardim Panambi, em Santa Bárbara d´Oeste. (19) 3499-1558. www.fundacaoromi.org.br/cedoc.
Sobre a Fundação Romi
Seu legado iniciou em 1957, em Santa Bárbara d’Oeste, pelo casal Américo Emílio Romi e Olímpia Gelli Romi. Tendo como missão promover o desenvolvimento social e humano através da educação e cultura, a Fundação Romi é pioneira na promoção da comunidade regional e na realização de ações sociais, beneficiando mais de 30 mil pessoas, por ano, através de seus dois grandes eixos: Educação e Cultura. Mantenedora do Núcleo de Educação Integrada, sua escola de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, oportuniza a formação integral, autônoma e protagonista de crianças, adolescentes e jovens. Promove, por meio de seu Centro de Documentação Histórica, a preservação da história da cidade e região com o processamento técnico da memória do município para guarda, preservação e disponibilização do acervo à população para consulta e pesquisa. Tem na educação patrimonial, destinada para alunos da educação básica, a disseminação do conhecimento da história local como elemento de cultura e cidadania. Na Estação Cultural de Santa Bárbara d´Oeste que, por meio de oficinas livres, culturais e de formação, projetos de fomento à economia criativa, de elevação do status cultural e de ações socioeducativas atende milhares de pessoas por ano. A Fundação Romi está localizada à Avenida João Ometto, 200, Jardim Panambi, em Santa Bárbara d´Oeste. (19) 3499-1555. www.fundacaoromi.org.br.



