Instituto apresenta as oportunidades oferecidas pelo empreendedorismo

Com liberdade criativa e horários de trabalho flexíveis, é possível ganhar dinheiro e resolver um problema de sua comunidade ao mesmo tempo? Através do empreendedorismo social, a resposta é sim. O termo se refere aos serviços prestados por pessoa que resolve uma problemática de interesse público utilizando-se de ferramentas do mundo dos negócios.

“De maneira mais ampla, ele pode se referir a qualquer iniciativa empreendedora feita com o intuito de avançar causas sociais e ambientais. Pode ser uma ação com ou sem fins lucrativos, porém difere do empreendedorismo tradicional, pois tenta maximizar retornos sociais ao invés de maximizar o lucro”, informou a Rede Papel Solidário.

O Instituto de Educação e Meio Ambiente (IEMA) pretende, com esta reportagem especial, estimular seu potencial empreendedor para idealizar e executar projetos de interesse social, ao passo que também gere renda para você, sua família e até mesmo para o bairro onde mora.

E, aproveite, agora ficou mais fácil ser patrão. Visando desburocratizar os processos de abertura de pequenas e médias empresas, o Governo Federal lançou ontem (26) o Programa Bem Mais Simples Brasil, que prevê medidas como redução da papelada necessária para abrir um negócio, unificação de cadastros, agrupamento de serviços públicos para os empreendedores em um só lugar e o fim de exigências que se tornaram dispensáveis com o uso de novas tecnologias, como a internet. “Com essas mudanças, nossa expectativa é reduzir de 83 para até cinco dias, o tempo médio para abertura de uma empresa”, informou a Secretaria da Micro e Pequena Empresa.

Universo apaixonante

O fundador da startup (termo originário da bolha da internet – 1996 e 2001 -, que designa nova empresa, com projetos promissores, mas carregada de incertezas) Meet Advisors, Adam Fridman, revelou, em entrevista à Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, que a paixão não pode ser controlada no momento de se lançar ao universo do empreendedorismo. “Nem todo mundo nasceu para empreender. Mas aqueles que nasceram com isso possuem uma paixão pulsante pelos negócios. É o tipo de sentimento que não vai embora tão fácil, precisa ser direcionado”, disse o empresário.

Especialista em customer development (espécie de base teórica para o desenvolvimento de novos produtos, extremamente focada no consumidor), Bob Dorf é bastante conhecido nos círculos de empreendedores e investidores em startups, especialmente por suas frases de efeito. “Qualquer empreendedor que queira se dar bem vai gastar no mínimo 20.000 horas com o seu negócio durante os primeiros anos. São quase 80 horas por semana durante os cinco primeiros anos. Isso é tempo demais para gastar com algo que você não é apaixonado”, afirmou Dorf, quando palestrava em São Paulo, no último dia 2, a convite do Supernova Labs.

Na fala dos dois já ficou claro que paixão é, realmente, a alma do negócio. E o palestrante complementou: “uma startup [tanto a social quanto a que visa apenas lucro], em seu primeiro dia de negócio, na verdade não é nem de perto um negócio, mas sim algumas pessoas loucas e apaixonadas reunidas procurando pelos elementos certos que, juntos, vão levar ao sucesso.”

O segredo é inovar

Para Peter Thiel, cofundador do PayPal e investidor em diversas startups de alta inovação – como a rede social Facebook -, empreendedores precisam pensar no diferente, naquilo que ainda não é oferecido no mercado. “Competir é para fracassados. É preciso focar em inovar, ser único. Lembrando que existem apenas dois tipos de empresas no mundo: aquelas que estão em uma competição acirrada e aquelas que detêm algum conhecimento totalmente novo – as melhores empresas investem em deter o conhecimento do que ela criou”, ressaltou Thiel, em entrevista à Endeavor Brasil.

“Quando se começa uma empresa, é preciso começar pequeno e mirar um mercado pequeno, mas tendo espaço para sonhar grande e crescer. Por sua vez, a maneira como a equipe trabalha é fundamental para ser bem-sucedida. Uma startup de sucesso é sempre resultado de uma combinação de três elementos essenciais: pessoas certas, boa tecnologia e um plano de negócios”, complementou o investidor.

Sem medo de errar

Dorf confessou que “quando você passa uns dois anos trabalhando para uma empresa que abre capital, você não aprende muita coisa. Na verdade, você aprende pouco. Mas, se você passar dois ou três anos da sua vida trabalhando em uma empresa sua, usando o seu dinheiro, para depois ver tudo isso indo pelo ralo… Aí, sim, é que você aprende as coisas mais importantes sobre como construir uma grande startup.”

“Nas grandes empresas, quando algo dá errado você pode esperar diversas demissões. Já em uma startup, falhar é quase uma vitória, te deixa mais perto do sucesso. Falhar significa que você aprendeu mais uma coisa”, relatou especialista em customer development.

O empreendedor e professor, Luis Vabo Jr., compartilha da mesma opinião de Dorf; segundo ele: feito é melhor do que perfeito. “Não perca tempo com planejamentos longos. Devore os livros das metodologias de modelagem rápida como Lean Startup, Customer Development, Canvas, Lean Canvas, Value Proposition Design, Design Thinking. Construa protótipos e produtos mínimos viáveis (MVP) que possam te ajudar a validar as hipóteses. Saia do prédio, vá para a rua, coloque a mão na massa e repita o processo até que o negócio comece a ganhar tração. Se tiver que pivotar, pivote. Se tiver que falhar, falhe rápido e toque o barco. Se você não cometer erros, é porque está indo devagar demais”, aconselhou o professor, em artigo publicado no site da Endeavor.

“O Facebook, quando foi criado, não tinha nenhuma semelhança com o site que é hoje. Era uma ferramenta para nerds conseguirem encontro com gostosas. O Groupon começou como uma empresa chamada The Point, que reunia pessoas para fazer trabalho voluntário. Eles mudaram. Para durar, um negócio precisa ser constantemente testado com os consumidores, e estar pronto para implementar mudanças”, lembrou Dorf.

Comunique sua ideia

Jr. frisou a importância de conversar a respeito de seu projeto, mesmo que em fase embrionária. “Fale sua ideia para 2 pessoas: Deus e o mundo! Esqueça o mito de que ‘alguém irá roubar sua ideia’. Quanto mais você falar da sua ideia, mais vai ser bombardeado, mais vai enxergar os pontos fracos e mais irá aproveitar os feedbacks para melhorar seu produto e o modelo de negócio. Eventualmente, você será copiado por alguém, mas isso será um sinal de sucesso, pois você estará 1.000 feedbacks à frente do seu copycat [imitador]. Explique seu negócio para seu primo de 8 anos de idade, pois se ele entender, qualquer um conseguirá. Isso irá te ajudar a aproveitar as oportunidades que surgirão”, comentou o empreendedor.

“Validou sua ideia? Agora, gaste sola de sapato. Vá a todos os eventos, encontros, congressos, feiras, adicione e seja adicionado por todos no Linkedin, tente chegar no tomador de decisão. Seu objetivo agora é conseguir o máximo de clientes e validar o modelo operacional. Sua meta nesta fase é ter um problema que todo empreendedor gostaria de ter: vender tanto e não saber como entregar”, ressaltou Jr.

E faça acontecer

Contudo, o que é melhor: uma boa ideia ou um bom espírito empreendedor?
“Se você traduzir espírito empreendedor como competência técnica, acho melhor um empreendedor do que uma boa ideia. Um grupo de bons empreendedores com uma ideia ruim transforma isso em negócio, e a ideia acabaria ficando boa. Um grupo de empreendedores ruins com uma ideia genial, no máximo, viraria um bom planejamento, não um negócio – a Easy Taxi, em 2011. Gente ruim não executa, só consegue pensar coisas legais. Gente boa geralmente executa, faz o negócio acontecer”, essa é a opinião de Tallis Gomes – sócio de uma empresa com valor de mercado superior a 1 bilhão de reais, criada por ele mesmo -, concedida em entrevista ao Projeto Draft.

Em 2011, quando ainda tinha 24 anos, Gomes participava da Startup Farm, programa de aceleração estreante no Brasil, na época. Para o evento, ele projetara um aplicativo de ônibus que ofereceria uma espécie de mapeamento do transporte urbano. Foi então que descobriu um concorrente e tanto: o Google – há apenas dois dias de sua apresentação. Focado em melhorar sua ideia inicial, o estalo para conceber o Easy Taxi teve a colaboração do acaso: o jovem tomou uma forte chuva, quando esperava por um táxi. Foi daí que apresentou a ideia de um aplicativo que aproximaria taxistas de clientes – projeto que conquistou o 4ª lugar na competição. Por sua vez, as ideias vencedoras, recordou ele, não vingaram ao longo do tempo.

Desde a sua criação, a empresa do jovem mineiro captou 145 milhões de reais em investimentos. “O primeiro deles, em 2012, garantiu à Easy Taxi um aporte de 10 milhões de reais da Rocket Internet, gigante alemã especializada em negócios on-line. Em 2014, ela se tornou a primeira startup brasileira a movimentar mais de 1 bilhão de reais em transações. Daí para a presença em 35 países da América Latina, Ásia e África; 20 milhões de usuários; 400 mil táxis cadastrados; 172 escritórios e 1300 funcionários, foi uma estrada longa, mas percorrida em altíssima velocidade”, revelou o empreendedor social.

Você está empreendendo no Brasil. Não vou te enganar. Durante seu caminho, você irá encontrar desafios como: pesada carga tributa?ria, burocracia, pouco acesso a crédito, antiquada legislac?a?o trabalhista, concorre?ncia desleal, gargalos de infraestrutura, falta de profissionais qualificados, pouca educac?a?o empreendedora. Apesar disto, na?o ha? motivo para pessimismo, temos que acreditar no Brasil e sonhar em construir um pai?s de empreendedores, que sa?o agentes efetivos de mudanc?a em nossa sociedade! E lembre-se que ‘mais importante do que suas qualidades ou habilidades, o que determina realmente quem você é são as suas escolhas!’”, concluiu o professor Luis Vabo Jr.

 

Imagem: Endeavor Brasil

 

Mais informações: IEMA – (19) 7819-0584 / 3476-8670

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