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Idas e vindas das relações exteriores

Por Cassio Faeddo

Seja lá quem está assessorando o presidente o faz muito mal

Bolsonaro esteve em Taiwan em março de 2018 desagradando chineses. Alegou agora na China que esteve em Taiwan na condição de parlamentar.

O presidente, em campanha, e no início de mandato, manifestou desejo de mudar a embaixada do Brasil para Jerusalém. Desagradou árabes , grandes parceiros comerciais do Brasil. Dias atrás, corrigiu a rota em visita ao Oriente Médio.

Bolsonaro fez campanha para Macri na Argentina. Medida incorreta considerando a soberania Argentina e os interesses do Brasil com este parceiro comercial.

Bolsonaro sequer cumpriu o protocolo de ligar para Fernández. Muito pelo contrário, seu chanceler Ernesto Araújo lamentou a vitória.

Já Donald Trump, realista e firme na importância de relações bilaterais como pilar antiglobalização ligou para o vencedor. Trump teria dito: “Parabéns pela vitória. Você fará um trabalho fantástico. Espero encontrá-lo imediatamente. Sua vitória foi comentada em todo o mundo.”

A realidade se impõe e certamente Bolsonaro terá que rever, como já está aos poucos revendo, seu posicionamento em face da Argentina também.

Seria recomendável que a política externa brasileira estabelecesse uma agenda mais pragmática do que ideológica em benefício às relações internacionais brasileiras.

Seja lá quem está assessorando o presidente o faz muito mal.

Sobre Cassio Faeddo: Advogado. Mestre em Direitos Fundamentais. MBA em Relações Internacionais. Autor da obra “Erradicação do Trabalho Infantil”, Editora Lesto, São Paulo.

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