Greve: Trabalhadores de Usinas do Estado fazem assembléia para melhorar salários


Em assembléias, trabalhadores de usinas do Estado confirmam greve para pressionar usineiros a melhorar proposta salarial

 

Em assembléia na cidade de Jaú, nesta manhã de terça-feira, 16 de junho, trabalhadores de usinas decidiram pela deflagração de greve por tempo indeterminado para pressionar os usineiros a melhorarem a proposta para acordo da campanha salarial deste ano. A próxima assembleia, agendada pelo comando de mobilização dos trabalhadores de usinas, acontece nesta próxima sexta-feira, 19 de junho, na cidade de Barra Bonita. Em Piracicaba, de acordo com o presidente do Sindicato de Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Piracicaba, Fânio Luis Gomes, as assembleias serão realizadas na próxima semana, em data a ser definida.

Os trabalhadores de usinas somam cerca de 150 mil no Estado. Em Piracicaba e região totalizam aproximadamente 2.500. Fânio conta que antes da deflagração da greve serão ouvidos trabalhadores de diversas regiões do Estado. Caso a categoria rejeite a contraproposta dos usineiros de 3% de reajuste salarial em primeiro de julho, mais 3% em novembro e abono de R$ 600,00, a ideia é de deflagrar greve por tempo indeterminado, como forma de pressionar os usineiros.

A decisão de levar a proposta para consulta da categoria foi tomada em reunião que aconteceu em Piracicaba, nesta última segunda-feira, 15 de junho, que reuniu também lideranças sindicais de Araraquara, Capivari, Barra Bonita, Jaú, Jaboticabal, Maracaí, Igarapava e de Laticínios de São Paulo. O grupo tomou a decisão após representante do Grupo Raízem confirmar no encontro que não pretende ampliar a contraproposta apresentada pela Única (sindicato patronal) para celebração do acordo da campanha salarial dos trabalhadores de usinas.

A categoria, que tem data-base em primeiro de maio, soma cerca de 150 mil no Estado, e reivindica a reposição da inflação dos últimos 12 meses, que foi de 8,34%, além de aumento real e melhorias nas cláusulas sociais. “Caberá aos trabalhadores decidirem os rumos desta campanha e nesta primeira assembleia a decisão foi pela deflagração de greve e pretendemos respeitar esta vontade da categoria. Caso esta posição seguida pelos demais trabalhadores, com certeza, nos próximos dias, haverá greve em usinas do Estado”, avisa Fânio.

 

Assessoria

 

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