
Empresário Alexandre Gritti, da Solar Clean, alerta para contatos suspeitos recebidos por dezenas de consumidores; prática não se restringe a uma única empresa e exige atenção de todos os proprietários de sistemas fotovoltaicos
Consumidores que possuem sistemas de energia solar fotovoltaica estão sendo alvo de tentativas de golpe envolvendo falsas atualizações de aplicativos de monitoramento das usinas. O alerta foi feito pelo empresário Alexandre Gritti, da Solar Clean, após relatos de que dezenas de clientes receberam ligações suspeitas em um único dia. Segundo ele, a situação também envolve outras empresas do setor, o que amplia a preocupação e reforça a necessidade de atenção por parte de todos os usuários de energia solar.
De acordo com Gritti, os criminosos entram em contato por telefone ou WhatsApp e informam que o aplicativo utilizado para acompanhar a geração de energia precisa ser atualizado, sob o argumento de que a versão atual deixará de funcionar. Em seguida, orientam os consumidores a acessar links ou instalar um suposto novo aplicativo.
A abordagem procura transmitir a impressão de que se trata de um procedimento técnico legítimo, aproveitando a familiaridade dos consumidores com os sistemas fotovoltaicos e a confiança que depositam nas empresas responsáveis pela instalação e pelo monitoramento dos equipamentos.
“Só hoje, mais de 20, 30 clientes meus receberam ligação”, relatou o empresário em mensagem encaminhada para alertar a população sobre a situação.
Embora o alerta tenha sido divulgado por Gritti, o problema, segundo o empresário, não se limita à Solar Clean. Ele mencionou que outras empresas também estariam enfrentando situações semelhantes, incluindo a Intag, de Americana. A informação reforça que o aviso deve alcançar não apenas os clientes de uma empresa específica, mas todos os consumidores que possuem sistemas de energia solar, independentemente de quem realizou a instalação ou fornece o serviço de monitoramento.
Um dos aspectos que chama a atenção é o fato de os suspeitos aparentemente conhecerem informações sobre os consumidores e saberem que eles possuem sistemas fotovoltaicos. Esse conhecimento pode tornar a abordagem mais convincente, já que a vítima recebe uma ligação relacionada a um serviço que efetivamente utiliza.

Diante disso, Gritti levantou a hipótese de que os criminosos possam ter obtido informações de alguma base de dados relacionada ao setor elétrico. Entretanto, a origem desses dados ainda não foi confirmada, e não há evidências que permitam atribuir eventual vazamento a uma empresa específica.
Em um alerta encaminhado aos consumidores, a Solar Clean também informou que os golpistas podem utilizar nomes de empresas, logotipos e até nomes de pessoas ligadas aos estabelecimentos para conferir credibilidade às mensagens. Por esse motivo, mesmo quando o contato apresenta informações verdadeiras sobre o consumidor ou sua usina, é necessário verificar a autenticidade da solicitação.
A principal preocupação é que a vítima, acreditando estar realizando uma atualização necessária para continuar monitorando a própria usina, acabe instalando um aplicativo fraudulento ou concedendo permissões que comprometam a segurança do celular. Dependendo dos recursos utilizados pelos criminosos, essas ações podem expor informações pessoais e financeiras.
Até o momento, as informações encaminhadas ao SB24Horas não permitem confirmar quantos consumidores foram efetivamente vítimas da fraude, se houve prejuízo financeiro ou quais dados os suspeitos conseguem acessar. O número relatado pelo empresário corresponde aos clientes que teriam recebido ligações, não necessariamente àqueles que seguiram as instruções dos golpistas.
A orientação é que todos os proprietários de sistemas fotovoltaicos redobrem a atenção diante de mensagens ou ligações que solicitem a atualização do aplicativo de monitoramento. A recomendação vale para clientes de qualquer empresa do segmento, e não somente para aqueles atendidos pela Solar Clean.
Antes de clicar em links, baixar aplicativos ou seguir instruções recebidas por telefone ou WhatsApp, o consumidor deve entrar em contato diretamente com a empresa responsável pelo sistema, utilizando um número ou canal oficial que já conheça. Também não deve compartilhar senhas e códigos de confirmação nem permitir acesso remoto ao celular a pedido de pessoas cuja identidade não tenha sido verificada.
Quem já instalou um aplicativo suspeito deve interromper seu uso e buscar orientação técnica para avaliar a segurança do aparelho. Se houver suspeita de exposição de dados bancários ou movimentações financeiras não reconhecidas, é importante entrar em contato imediatamente com a instituição financeira e preservar mensagens, números de telefone e demais informações que possam ajudar na investigação.
O alerta de Alexandre Gritti serve, portanto, como um aviso de interesse coletivo. Embora tenha partido de um empresário do setor fotovoltaico, a orientação é válida para toda a população que utiliza energia solar, diante dos relatos de que a abordagem estaria atingindo clientes de diferentes empresas.
O SB24Horas reforça o alerta: se você possui energia solar, desconfie de ligações ou mensagens que exijam a atualização imediata do aplicativo da sua usina. Não clique em links antes de confirmar a informação diretamente com a empresa responsável pelo sistema. Compartilhar esse aviso pode ajudar a prevenir novas vítimas.







