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Ganhar para jogar é possível com os jogos NFT

Divulgação istock

Novidade tem movimentado mercado e se mostrado maneira divertida de investir

Não é segredo que os games têm ganhado cada vez mais espaço entre os mais diversos públicos. A popularização deles se dá muito por conta do sucesso dos e-sports como League of Legends e Free Fire, que figuram constantemente na mídia, também do progresso da qualidade e do alcance do acesso à internet, possibilitando que mais pessoas acompanhem transmissões de jogos em plataformas live streaming, além da busca por outras formas de lazer sem sair de casa, impulsionada principalmente pela pandemia, que nos fez passar mais tempo isolados, devido à quarentena.

 

Mas o que, a princípio, é somente um passatempo pode acabar por tornar-se algo rentável – e não é preciso ser um pro player para isso. É o que tem acontecido com os jogos NFT, sigla para tokens não-fungíveis. A novidade é baseada em conseguir colecionáveis únicos dentro do game e vendê-los ou trocá-los com outros jogadores em uma lógica de mercado, ou até mesmo ganhar para jogar na modalidade play-to-earn. O que geralmente determina o valor de um item é a sua raridade dentro do jogo. O game Sorare, por exemplo, é baseado na formação de um time de futebol utilizando cromos colecionáveis de jogadores reais de futebol, semelhantes às conhecidas figurinhas dos álbuns, que “entra em campo” e performa uma partida contra outro usuário, juntando pontos a depender do resultado. A montagem do time é feita por meio da aquisição dos jogadores-figurinhas, negociados dentro de um mercado próprio. Aqui é a raridade da figurinha que determina os preços. Em março de 2021, um card raro do craque Cristiano Ronaldo foi vendido por quase US$ 290 mil. O jogo hoje é avaliado em US$ 4,3 bilhões.

 

Os jogos são baseados na tecnologia blockchain, a mesma das criptomoedas, o que garante a segurança das transações. Como pudemos ver, os NFT movimentam muito dinheiro, e a tendência é aumentar cada vez mais. Games como Axie Infinity, onde os usuários batalham entre si com seus monstrinhos ao estilo Pokémon, também permitem que o usuário “minere” com as moedas conseguidas no jogo através da venda de itens, podendo trocá-las por dinheiro real. A brincadeira já conta com mais de dois milhões de usuários pelo mundo, ao custo de pelo menos R$ 6 mil para começar, em valores convertidos. Isso tem feito com que muita gente enxergue isso até como um investimento. A criptomoeda utilizada no jogo é vendida em corretoras de criptoativos, permitindo que as pessoas especulem com esses ativos. Em dezembro de 2021, ela registrou uma valorização de mais de 1.000%, batendo o Bitcoin.

De acordo com sites especializados, o investimento em NFTs cresceu seis vezes de um ano para cá, passando do total de US$ 450 milhões. Startups têm nascido para desenvolver jogos NFT, como a brasileira BraisGames, ou para formar grupos de jogadores concentrados na atividade de coletar moedas e itens variados. Enquanto isso, muitas pessoas têm conseguido garantir a renda mensal, seja jogando ou streamando. E o futuro aparenta ser cada vez mais promissor, pois existem jogos para todos os gostos – desde MMORPGs até jogos de tiro em primeira pessoa, para quem gosta de dar uns tiros com espingarda de pressão, por exemplo.