Da esquerda para direita: Alê Youssef, Secretário de Cultura da Prefeitura de São Paulo, Eduardo Saron, Diretor do Itaú Cultural e Fernando Luís Schuler, do Insper
Debater os desafios para cultura na atualidade. Com este foco aconteceu no último dia 09 de outubro, no Insper em São Paulo, o seminário “Desafios atuais no setor cultural”. A realização foi da Comunitas e Insper com apoio do Instituto CPFL e Rede temática de Cultura do GIFE. A Fundação Romi, que faz parte da dessa Rede, esteve presente com o superintendente Vainer Penatti, a coordenadora do Centro de Documentação histórica – CEDOC Sandra Edilene de Souza Barboza, a assistente cultural da Estação Cultural Rosana de Abreu Lopes e Thiane Mendieta, analista de comunicação e marketing.
Com duas mesas de debates, o evento buscou incentivar a troca de experiências sobre os desafios da gestão cultural no Brasil. A primeira, que abordou “Modelos de financiamento de cultura”, foi formada por Alê Youssef, Secretário de Cultura da Prefeitura de São Paulo, Eduardo Saron, Diretor do Itaú Cultural e foi mediada por Fernando Luís Schuler, do Insper. Já a segunda, com o tema “Modelos de Gestão de Cultura”, teve a presença de Sérgio Sá Leitão, ex-Ministro da Cultura do extinto Ministério da Cultura, atual Secretário de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, Marcelo Lopes, Fundação OSESP , Marcelo Matte, Secretário de Cultura de Minas Gerias, e Eduardo Wolf, do jornal O Estado de São Paulo, como moderador.
O presidente da Fundação OSESP, Marcelo Lopes, fez uma apresentação de toda a história de Orquestra Sinfônica de São Paulo e mostrou o modelo de sucesso que foi desenvolvido com a gestão através de OS – Organização Social introduzida com a criação da Fundação OSESP, que permitiu uma gestão compartilhada com a iniciativa privada e o setor público, conseguindo assim o levantamento de recursos privados para a sustentabilidade da Orquestra e todos as suas ações vinculadas.
Durante a primeira roda de conversa Alê Youssef pontuou que a “cultura tem que ser vista e pensada como eixo estratégico do país para geração de emprego”. Já Eduardo Saron enfatizou que “ o desafio de batalhar recurso é dramático” e que “a cultura tem que ser percebida junto as políticas públicas”. No segundo momento, o secretário de Cultura de Minas Gerais, Marcelo Matte, destacou que “não podemos nos esquecer que, além do investimento do estado e da iniciativa privada, a participação da sociedade civil é fundamental”.
Para o superintendente da Fundação Romi, Vainer Penatti, a participação da instituição no seminário oportuniza vivenciar uma troca de saberes com pessoas renomadas da área cultural. “Ouvimos experiências e exemplos de gestão cultural importantes. Foi uma rica troca e disseminação de boas práticas para gestores culturais engajados, assim como nós, que sempre buscamos a melhoria e aprimoramento dos serviços que oferecemos”, pontua o superintendente.
A coordenadora do CEDOC, Sandra Edilene de Souza Barboza, destaca que a participação no evento inspira. “Tivemos a oportunidade de assistir uma apresentação do panorama e das perspectivas do financiamento da cultura no cenário atual brasileiro, o qual foi apresentado por pessoas de destaque no cenário da gestão cultural. As experiências e vivências compartilhadas possibilitam reflexões acerca do trabalho realizado pelo CEDOC na difusão da história e da cultura barbarense”, explana Sandra.
O papel da cultura e do turismo no fomento ao desenvolvimento local e regional. Este é o trabalho que a Fundação Romi desenvolve através da Estação Cultural. “ Em contato com outros gestores culturais vemos que estamos no caminho certo. O trabalho que realizamos na Estação Cultural, através das quatro estações: criativa, social, musical e sustentável, fomenta a arte, cultura, economia criativa e turismo”, explica a assistente cultural Rosana de Abreu Lopes. “Acredito que participar de eventos desse porte, com troca de ideias e pensamentos, faz com que cresçamos e vejamos outras experiências que podem contribuir em nossas ações”, conclui Rosana.
Sobre o CEDOC
O Centro de Documentação Histórica da Fundação Romi é um espaço vivo de preservação da história, que além de resgatar todo o passado histórico de Santa Bárbara d’Oeste e região, atua na guarda, conservação e disponibilização do acervo da Fundação Romi e da Indústrias Romi – com destaque para o acervo do Romi-Isetta. Além de um espaço expositivo vivaz e dinâmico, o CEDOC realiza o projeto de Educação Patrimonial para crianças e adolescentes, realiza o Processamento Técnico de todos os documentos recebidos e ainda recebe exposições e palestras, promove visitas monitoradas e técnicas, oficinas de capacitação e experimentação. O CEDOC está localizado na Avenida João Ometto, 118, Jd. Panambi, em Santa Bárbara d´Oeste. (19) 3499-1558. www.fundacaoromi.org.br/cedoc.
Sobre a Estação Cultural
Inaugurada em 2007, a Estação Cultural ocupa a centenária estação ferroviária de Santa Bárbara d´Oeste, revitalizada e mantida pela Fundação Romi. Em sua trajetória aproximadamente 200 mil pessoas já foram beneficiadas, gratuitamente, por meio de oficinas livres, culturais e de formação, projetos de fomento à economia criativa, de elevação do status cultural e de ações socioeducativas. A Estação Cultural é um lugar de encontros plurais e multiculturais onde a comunidade pode aprimorar a sua percepção acerca da cultura local e regional, divulgar valores, trocar vivências, adquirir conhecimentos, experimentar emoções, elaborar pensamentos, tomar iniciativas e ajudar a constituir a identidade cultural da cidade e região. A Estação Cultural da Fundação Romi está localizada na Avenida Tiradentes, 02, no Centro de Santa Bárbara d´Oeste, SP. (19) 3455-4833 ou 3455-4830. www.estacaocultural.org.br.
Sobre a Fundação Romi
Seu legado iniciou em 1957, em Santa Bárbara d’Oeste, pelo casal Américo Emílio Romi e Olímpia Gelli Romi. Tendo como missão promover o desenvolvimento social e humano através da educação e cultura, a Fundação Romi é pioneira na promoção da comunidade regional e na realização de ações sociais, beneficiando mais de 30 mil pessoas, por ano, através de seus dois grandes eixos: Educação e Cultura. Mantenedora do Núcleo de Educação Integrada, sua escola de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, oportuniza a formação integral, autônoma e protagonista de crianças, adolescentes e jovens. Além disso, promove, por meio de seu Centro de Documentação Histórica, projetos de educação patrimonial para crianças do Ensino Fundamental I, para reconhecimento e conhecimento da história local como elemento de cultura e cidadania. Somado a isso, seu Centro de Documentação Histórica também realiza o Processamento Técnico da memória do município para guarda, preservação e disponibilização do acervo à população para consulta e pesquisa. Dentre as unidades da Fundação Romi também está a Estação Cultural de Santa Bárbara d´Oeste que, por meio de oficinas livres, culturais e de formação, projetos de fomento à economia criativa, de elevação do status cultural e de ações socioeducativas atende milhares de pessoas por ano. A Fundação Romi está localizado à Avenida João Ometto, 200, Jd. Panambi, em Santa Bárbara d´Oeste. (19) 3499-1555. www.fundacaoromi.org.br.