Fórmula E/Divulgação
A Fórmula E entra em uma fase decisiva da temporada 2025/2026 neste fim de semana com a realização do E-Prix de Sanya, na China. A prova, válida pela 11ª etapa do Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E, marca o retorno da categoria ao circuito de rua chinês após sete anos e acontece em um momento especial para o automobilismo brasileiro, impulsionado pelo crescimento de Felipe Drugovich na competição.
A cidade de Sanya, localizada na ilha de Hainan e conhecida internacionalmente como o “Havaí da China”, volta ao calendário da categoria após receber sua única corrida em 2019. Agora, pela primeira vez, o traçado de 2,52 quilômetros e 12 curvas será percorrido pelos modernos carros da era GEN3, que representam a atual geração dos monopostos 100% elétricos.
A etapa chinesa abre uma sequência estratégica de corridas na Ásia e reforça a importância do mercado chinês para a Fórmula E. O país foi palco da corrida inaugural da categoria, realizada em Pequim, em 2014, e segue sendo um dos principais centros de desenvolvimento da mobilidade elétrica mundial.
Para os brasileiros, as atenções estarão voltadas para Felipe Drugovich, piloto da equipe Andretti FE. O paranaense chega embalado após conquistar seu primeiro pódio na Fórmula E ao terminar em segundo lugar no tradicional circuito de Mônaco, resultado que elevou sua confiança e aumentou as expectativas para a reta final do campeonato.
Em declaração divulgada pela organização, Drugovich destacou que Sanya apresenta características diferentes das corridas mais estratégicas de pelotão vistas em Berlim e se aproxima mais do estilo encontrado nas ruas de Mônaco.
Segundo o brasileiro, o circuito promete desafios inéditos, principalmente porque nenhum piloto possui referências recentes com os carros atuais no traçado chinês.
“Será novidade para todo mundo. Cada piloto vai entender o circuito de uma forma diferente e isso pode tornar a corrida bastante imprevisível”, avaliou Drugovich.
O traçado de Sanya é conhecido por oferecer oportunidades limitadas de ultrapassagem, tornando a classificação um fator ainda mais importante para o resultado final. Além disso, a tradicional gestão de energia, marca registrada da Fórmula E, deverá ter papel decisivo na definição dos vencedores.
A temporada tem sido uma das mais equilibradas dos últimos anos. Em dez etapas realizadas até agora, oito pilotos diferentes venceram corridas, evidenciando o alto nível de competitividade do campeonato. Entre os destaques estão Mitch Evans, Oliver Rowland, Pascal Wehrlein, António Félix da Costa, Nyck de Vries e Jake Dennis.
A corrida também reforça o posicionamento sustentável da categoria. A organização anunciou que o evento utilizará uma matriz energética composta por energia da rede local e combustível renovável HVO, reduzindo significativamente as emissões operacionais. Além disso, iniciativas de economia circular, educação ambiental e inclusão feminina no automobilismo fazem parte da programação oficial do evento.
O E-Prix de Sanya será disputado na madrugada de sábado (20), às 4h05 pelo horário de Brasília. Os fãs brasileiros poderão acompanhar a transmissão pela Band, Bandsports e pelo portal Grande Prêmio.
Com o campeonato entrando em sua fase mais importante, a expectativa é de mais uma corrida marcada por estratégias, disputas intensas e pela oportunidade de Felipe Drugovich consolidar seu crescimento na principal categoria de carros elétricos do mundo. Após o pódio em Mônaco, o brasileiro desembarca na China determinado a transformar o bom momento em novos resultados expressivos e seguir sua escalada entre os protagonistas da temporada.






