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Levantamento do Instituto Ideia/ACSP registra 64% de eleitores favoráveis à continuidade do governador
Pesquisa Ideia/ACSP realizada entre 5 e 8 de agosto, com 1.800 eleitores do Estado de São Paulo, mostra Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Lula (PT) na disputa presidencial dentro do maior colégio eleitoral do país. O mesmo levantamento indica que Tarcísio de Freitas (Republicanos) reúne, desde já, votos suficientes para se reeleger governador sem depender de segundo turno.
Diante da lista de candidatos, 37% dos paulistas declaram voto no senador, cinco pontos acima dos 32% de Lula. Ronaldo Caiado e Renan Santos dividem a terceira posição, com 5% cada; Romeu Zema aparece com 3% e Augusto Cury, com 2%. A ordem se inverte, porém, na pergunta espontânea: sem estímulo, o presidente é mais lembrado (25% a 19%), reflexo do maior tempo de exposição pública. Na simulação de segundo turno, Flávio confirma o favoritismo paulista e vence por 44% a 39%.
Dois dos quatro confrontos diretos testados favorece o petista, se a eleição for para o final de outubro. Além da derrota para o senador, Lula perde de Caiado por 41% a 39%, fica no empate técnico com Zema (39% a 38%), ambas abrigadas pela margem de 2,3 pontos. O presidente só supera numericamente Renan Santos, por 39% a 36%. Reeleger-se, para o presidente, significará compensar em outras regiões o déficit acumulado no estado que concentra o maior número de eleitores do país.
Executivo estadual
De acordo com o levantamento, a corrida pelo Palácio dos Bandeirantes seria definida ainda no primeiro turno, caso a eleição fosse hoje. Tarcísio de Freitas soma 51% na estimulada, dezessete pontos à frente de Fernando Haddad (PT), com 34%, desempenho que asseguraria a reeleição já em 4 de outubro. Se a disputa se estender a um segundo turno, a distância permaneceria praticamente intacta: 53% a 37%.
Por trás dos números eleitorais existe uma base de sustentação em expansão. Mais de seis em cada dez paulistas, ou 64% do total, entendem que o governador merece continuar no cargo, contra 30% que preferem a alternância. Nenhuma medição de 2026 havia alcançado esse patamar: a Genial/Quaest encontrou 55% em julho, e a Atlas/Estadão, 51,3% em março. Completam o retrato os 63% que aprovam a gestão e os 45% que a classificam como ótima ou boa.
No Senado
Na disputa pelo Senado, chama a atenção o poder de endosso de Tarcísio de Freitas: o apoio do governador paulista a um candidato eleva a chance de voto para 63% dos entrevistados, efeito superior ao do ex-presidente Jair Bolsonaro (50%) e significativamente acima do atribuído a Lula (36%).
O aval presidencial, aliás, opera em terreno neutro: os 35% que dizem rejeitar um nome apadrinhado pelo petista praticamente igualam os que se declaram atraídos por ele. Nesse tabuleiro, o Tarcísio se consolida como o cabo eleitoral mais rentável do estado, trunfo que se estende à briga pelas duas cadeiras de senador.
Entre os postulantes, a novidade está no topo das intenções. Somadas as duas opções de voto, Simone Tebet lidera com 27%, seguida por Marina Silva, com 23%; Guilherme Derrite e André do Prado empatam em 19%, e Ricardo Salles marca 16%.
A eleição que renovará dois terços do Senado ganhou, no levantamento, uma medição sem precedente conhecido: 64% dos paulistas sabem que escolherão dois senadores em outubro, enquanto 36% erram a conta ou admitem ignorá-la. Pesa também o precedente de 2018, quando, de acordo com o TSE, milhões de eleitores deixaram a segunda vaga em branco ou anularam o voto, fenômeno batizado de voto incompleto.
Vale a ressalva: a pesquisa antecede o horário eleitoral em rádio e televisão. Até o primeiro turno restam quase dois meses, e 8% dos paulistas seguem sem candidato mesmo diante da lista de presidenciáveis.
Metodologia
Pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto de Pesquisa IDEIA para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), CNPJ 60.524.550/0001-31, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os protocolos BR-08036/2026 e SP-04956/2026. Foram feitas 1.800 entrevistas representativas do eleitorado do Estado de São Paulo, entre 5 e 8 de agosto de 2026, com intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 2,3 pontos percentuais. Devido ao arredondamento, a soma dos percentuais pode variar de 99% a 101%.






