“A dor ficou insuportável; eu não conseguia mais andar e precisei ir ao hospital”, afirma a influenciadora Débora Dunhill
A influenciadora Débora Dunhill, que vive atualmente em Portugal, afirmou que enfrentou uma grave complicação de saúde após realizar uma tatuagem na perna, feita no mês de setembro, e que a situação evoluiu ao longo das semanas seguintes até exigir atendimento hospitalar de emergência no dia 8 de outubro. Segundo ela, o quadro provocou dor intensa, perda de mobilidade e um longo período de tratamento médico.
“Nos primeiros dias, achei que fosse uma reação normal. Passei pomadas e tentei cuidar em casa”, relata. No entanto, a dor começou a aumentar de forma progressiva e a região tatuada não apresentava sinais adequados de cicatrização. Débora destaca que, na mesma semana, havia feito outra tatuagem no braço, sem qualquer intercorrência, o que levou os médicos a descartarem uma reação comum ao procedimento.
Com o agravamento do quadro, a influenciadora diz que passou a ter dificuldade para andar e realizar tarefas básicas. “Cheguei a dormir na sala, com a perna elevada, porque não conseguia subir escadas. Precisei ser carregada para tomar banho, para comer, para tudo”, afirma. A situação se prolongou por semanas, até que a dor se tornou insuportável. “No dia 8 de outubro, eu não conseguia mais apoiar a perna no chão. Foi quando fui levada ao hospital”, diz.
Na unidade de saúde, segundo Débora, o estado da lesão causou preocupação imediata. “Eles olharam a minha perna e disseram que nunca tinham visto algo assim. Em um primeiro momento, falaram até em risco de amputação”, relata. A influenciadora afirma que foi submetida a uma série de exames para investigar infecção bacteriana, mas todos os resultados deram negativo. “Foram muitos exames, e nenhum apontou bactéria ou contaminação”, diz.
Diante da ausência de infecção, a equipe médica passou a trabalhar com a hipótese de uma reação grave do organismo ao material utilizado na tatuagem. Débora conta que a lesão chegou a um ponto crítico. “A perna ficou em um estado muito sério, parecia um ferimento de acidente. Disseram que estava no osso”, afirma. O tratamento exigiu curativos diários, uso de medicamentos e acompanhamento constante ao longo de outubro e novembro.
Segundo ela, a recuperação foi lenta e exigiu paciência. “Fiquei praticamente dois meses em tratamento. No começo, era penso todos os dias. Depois, passou a ser dia sim, dia não”, relata. Apesar da melhora gradual, Débora diz que ficou com sequelas visíveis. “Até hoje não posso remover nem retocar a tatuagem, e a perna não voltou ao normal”, afirma.
Ao tornar o caso público, Débora Dunhill afirma que o objetivo é alertar sobre os riscos envolvidos em procedimentos que muitas pessoas consideram simples. “Uma tatuagem é invasiva. Quando algo sai do controle, as consequências podem ser muito sérias”, diz. Segundo ela, procurar atendimento médico ao menor sinal de agravamento foi fundamental para evitar um desfecho ainda mais grave.




