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Estudantes da Saúde se formam antecipadamente em razão da pandemia. Veja quem são eles.

Por causa do coronavírus, o Ministério da Saúde autorizou a formação antecipada de estudantes na área da Saúde. Um endereço eletrônico para a inscrição no programa Mais Médicos também foi disponibilizado.

 

Devido ao grande número de pessoas que foram contaminados pelo coronavírus, o Ministério da Saúde antecipou a formação de alguns estudantes da área da Saúde. Entre eles, estão alunos dos cursos de Medicina, Fisioterapia, Enfermagem e Farmácia.

 

O objetivo é colocar mais desses jovens para cuidar de pacientes na linha de frente ao combate da COVID-19. Médicos idosos com mais de 60 anos também continuarão a trabalhar, porém, em áreas estratégicas que ofereçam menos riscos. Assim, as chances de contaminação são menores.

Restrição dos alunos que terão formação antecipada

Apesar de inicialmente o governo ter anunciado que esses estudantes trabalhariam “exclusivamente” no combate ao coronavírus, o ex-Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta voltou atrás. Além disso, alunos de faculdades e universidades privadas foram excluídos da decisão de formatura antecipada.

 

Os estudantes do sexto ano em Medicina que ainda têm até dois meses para se formar, podem se inscrever no programa federal Mais Médicos. Tal medida foi autorizada após o governo ter finalizado o convênio entre Brasil e Cuba.

 

Mas, para conseguir a formação, é necessário cumprir carga horária de, pelo menos, 75% no internato médico ou estágio supervisionado. Os formandos farão parte dos atendimentos, porém não do CTI (Centro de Terapia Intensiva).

 

Um edital com a autorização e todas as informações foi publicado pelo Ministério da Educação (MEC) no começo de abril. De acordo com o texto, as horas de trabalho não serão válidas como estágio curricular obrigatório.

 

Além disso, os formandos não terão a emissão de certificado de participação com a inscrição das horas colaboradas e nem a bonificação de 10% na nota do processo de seleção em residência médica.

 

Apesar de estarem presentes no edital anterior, o documento foi alterado com essas novas medidas, pois, segundo o MEC, trazem maior liberdade de escolha.

Saída de cubanos do Mais Médicos

No Brasil, 70% dos salários de médicos era pago aos cubanos pelo programa Mais Médicos. Isso fez com que o presidente Jair Bolsonaro finalizasse o convênio entre Brasil e Cuba. Com isso, o Governo Federal lançou um edital para o preenchimento de vagas, o que gerou uma corrida pelas inscrições.

 

Apesar da oportunidade, alguns estudantes não conseguiram se inscrever. A burocracia na colação de grau, na obtenção do CRM e na realização da inscrição para ocupar uma das vagas do Mais Médicos foi o principal motivo.

O que dizem os conselhos

Contrários a algumas medidas, o Conselho Federal de Enfermagem alega a exaustão dos enfermeiros em todo Brasil. Como estes profissionais estão na linha de frente e trabalhando a todo vapor, não podem atuar como supervisores dos alunos do último ano.

 

O texto cita que os professores deveriam ser responsáveis pelo acompanhamento de estagiários. O documento ainda alerta para o risco de exposição dos estudantes, devido à escassez de insumos e equipamentos de proteção individual (EPI).

 

Já o Conselho Federal de Farmácia (CFF) se diz a favor da antecipação dos formandos para o combate ao coronavírus, desde que estejam capacitados e recebam os EPIs.

 

A inscrição, aberta no início de abril, pode ser acessada por meio de endereço eletrônico do Departamento de Gestão da Educação na Saúde.

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