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Escolas 2030: CIEP “José Renato” será objeto de estudo da Cambridge University

O CIEP “Prof. José Renato Pedroso”, no Parque do Lago, será objeto de estudo do pesquisador Adam Barton, doutorando pela Cambridge University, do Reino Unido. A iniciativa pretende explorar as relações entre as crenças, percepções e práticas pedagógicas durante a transformação educacional. A unidade escolar foi indicada pelo “Escolas 2030” (Vinte Trinta), programa global de pesquisa-ação em que a escola é uma das 100 organizações educativas do país protagonistas do Coletivo-Pesquisador.

Com o título “Alinhamento intrapessoal para mudança educacional: Investigando as crenças, percepções e práticas pedagógicas de estudantes, professores e pais no contexto da reforma educacional”, a pesquisa pretende fornecer descobertas psicológicas e comportamentais que ajudarão os educadores pelo mundo inteiro a construir e readaptar ambientes de aprendizagem inovadores. O levantamento durará nove meses durante o ano letivo de 2022, e incluirá dados de questionários, entrevistas e observações escolares. Com a contribuição de estudantes, professores e pais, a meta é oferecer um modelo final que apoiará os responsáveis educacionais na concepção, pilotagem e implementação de mudanças educacionais duradouras.

Adam Barton é o principal pesquisador da Brookings Institution. Como cientista de inovação e mudança educacional, ele regularmente assessora e dirige projetos de pesquisa para organizações globais como o Center for Universal Education, Ministério da Educação de Delhi e OECD (Organização para a Economia Cooperação e Desenvolvimento). Entre suas publicações estão Leapfrogging Inequality e Implementing Education Reform.

“Escolas 2030”

O objetivo do “Escolas 2030” é entender como as organizações promovem a colaboração, criatividade, empatia, autonomia, raciocínio lógico, respeito pela diversidade, protagonismo e outras dimensões de aprendizagem, seja conhecimento, habilidade, conduta ou valores por meio de uma pesquisa-ação de 10 anos e utilizar os resultados para promover a melhoria da educação integral.

O programa no país é financiado pela Fundação Itaú Social e a implementação conta com a parceria da Ashoka e da USP (Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo). Além do Brasil, o programa será desenvolvido em Portugal, Quênia, Tanzânia, Uganda, Afeganistão, Quirguistão, Índia, Paquistão e Tajiquistão, envolvendo 1.000 organizações educativas e a estimativa é que os resultados atinjam mais de 2 mil educadores e 10 milhões de estudantes no mundo.