Escola Maria Peregrina se interessa pela metodologia do IEMA


“A melhor maneira de incentivar a educação é colocando luz em experiências inovadoras”, disse a filósofa Viviane Mosé, na abertura da palestra “Boas Práticas Pedagógicas no Brasil Hoje”, do Café Filosófico. Na ocasião, foi apresentada a história da Escola Maria Peregrina, uma instituição de ensino de São José do Rio Preto (SP) que dá liberdade aos seus alunos para escolherem o que e como estudar. O encontro contou com a participação da presidente do IEMA (Instituto de Educação e Meio Ambiente), Ana Lúcia Maestrello de Micheli, que teve a oportunidade de conhecer a psicóloga e fundadora do colégio, Mildren Duque, palestrante do dia (26 de julho) ao programa, que é gravado pela CPFL e transmitido pela TV Cultura aos domingos, 22h.

A Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) de Nova Odessa (SP) conheceu a escola em novembro do ano passado, e, desde então, manteve contato com a sua coordenação, que a convidou para assistir à palestra. “Seguindo à risca nossa causa – disseminar o conhecimento para atender o interesse público – e também estimulados pela fala de abertura da curadora do Programa Café Filosófico, resolvemos conhecer mais de perto o colégio e apresentarmos a ele uma proposta de trabalho voltada à Leitura e Produção de Texto, a partir da metodologia ‘Todos pela Redação’, que já vem sendo disseminada pela Maestrello Consultoria Linguística, patrocinadora do IEMA”, afirmou Ana Lúcia, que cumpriu seu objetivo na tarde de ontem (22) em reunião com Mildren, na própria instituição de ensino.

Segundo a presidente do instituto, a proposta inovadora da escola está alinhada aos pilares de sua entidade. “Com pouco mais de um ano de fundação, já estamos sendo reconhecidos pela promoção das responsabilidades educultural e socioambiental à população novaodessense; não foi à toa que o Ministério da Justiça nos certificou como Oscip, recentemente. Poder compartilhar nossas experiências com as da Maria Peregrina é motivo de muito orgulho, ainda mais sabendo que a metodologia do colégio está sendo analisada pelo MEC, a fim de replicá-la em todo o país”, enfatizou ela.

Inovação

Para tentar imaginar como funciona essa instituição de ensino é preciso tirar da cabeça o conceito de escola tradicional. “Lá, os estudantes, de diferentes idades, ficam todos juntos, escolhem os professores que desejam ter aulas e são avaliados de maneira mais profunda do que por uma simples prova. Eles têm tanto espaço que possuem até uma assembleia dos alunos, onde são tomadas decisões em conjunto sobre melhorias para local onde estudam”, comentou Ana Lúcia, sob a ótica de uma visitante.

“Nos projetos da Maria Peregrina, nossos alunos partem de três perguntas: o que queremos descobrir? Por que queremos? E o que já sabemos?”, pontuou sua fundadora. Ainda de acordo com Mildren, mais do que o conteúdo, o importante para os estudantes é saber utilizar as ferramentas para chegar ao conhecimento. “Essa proposta também revela que não basta aprender para obter conhecimento, é preciso aprender a aprender”, complementou a presidente do Instituto de Educação e Meio Ambiente.

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