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Empreendedor de NO ganha o mundo com suas cadeiras de barbear recicladas

Redação 15 de abril de 2016 4 minutes read

O que era lixo, em 30 dias, torna-se artigo de luxo. Restaurada por Ricardo Hedlund em sua oficina na pacata Nova Odessa, interior de São Paulo, uma cadeira de barbear vira atração em um salão de beleza de Dubai, cidade dos Emirados Árabes Unidos, sinônimo de riqueza pelo mundo.

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A Maestrello Consultoria, que promove o empreendedorismo socioambiental no Brasil, vai contar a história de um conterrâneo que está se popularizando com um ofício criativo, sustentável e rentável.

Trabalhando como mecânico em empresas da região e até multinacionais, Ricardo – atualmente com 47 anos – ainda não havia se encontrado profissionalmente. Em casa, o hobby de reformar móveis antigos parecia lhe dar mais prazer. Foi então que, em 1992, apareceu uma cadeira de barbear no fundo do quintal de sua casa para ele restaurar. E a peça customizada para o Museu do Ipiranga foi “divisor de águas” em sua vida.

Natural de Jundiaí (SP), Ricardo veio para Nova Odessa ainda bebê. “Minha mãe trabalhava como tecelã aqui, daí meu pai a conheceu e começaram a namorar. Viemos para cá quando eu tinha um ano”, informa ele, lembrando também de suas duas irmãs.

“O gosto pela Mecânica e por renovar artigos [até então] inservíveis veio do meu pai, um restaurador de relógios”, ressalta. Mas também pode ser genética: o filho Luiz Miguel, de 21 anos, o ajuda na oficina, que funciona de segunda a sábado, com empolgação.

E o jovem destaca a importância do trabalho deles para o Meio Ambiente. “Chegamos a tirar cadeira do meio do mato para reformar. O óleo usado nessas peças antigas também é muito poluente”, afirma o filho.

Além de promover a reciclagem, o serviço evita o consumismo. “As cadeiras novas, por exemplo, não duram nada, são praticamente descartáveis. Já as nossas damos dois anos de garantia, mesmo sendo de séculos atrás”, diz o empreendedor.

A cadeira mais antiga que reformou é de 1823. Na manhã desta sexta-feira (15), ele tinha uma de 1890 para restaurar, embora outra pronta, dez anos mais nova, dava brilho à oficina.  Mas nem tudo é feito ali. Ricardo terceiriza os serviços de jato de areia (para remoção de pintura), cromagem, tapeçaria e o frete.

“No país, já fui levar encomenda pra Bahia, de carro, e fretado entregou no Mato Grosso e em Pernambuco”, recorda. No entanto, o reconhecimento internacional o enche de orgulho. “Fiz quatro cadeiras pro Zidane, que hoje estão na casa dele, na França. Têm outras em Dubai, Portugal”, celebra o empresário.

Importante ressaltar que seu trabalho favorece o crescimento de outros. “Tem barbearia que começou com uma cadeira minha e depois virou rede, que se espalhou pela Capital, e acabei vendendo mais 12. Em Nova Odessa tem uma barbearia que foi montada por mim, no ano passado, e está indo bem também”, pontua Ricardo.

“Adoro morar aqui. É uma cidade muito boa para se viver, pela segurança, educação, meio ambiente e incentivo à cultura – neste caso, por exemplo, vou poder mostrar meu trabalho num evento que será realizado domingo agora, paralelo a um festival de música gratuito”, destaca ele.

Ainda sobre a popularização da Hedl Custom – Barberchairs, ele revela prós e contras. “Gosto da exposição, tanto por parte da mídia como nos eventos, pois as pessoas reconhecem meu trabalho, mas isso também prejudica em relação à concorrência, porque inflaciona o mercado. Porém, essa divulgação, quando focada na sustentabilidade e no estímulo ao empreendedorismo local, como a Maestrello está se propondo a fazer nesta reportagem, acho muito importante”, enfatiza o mecânico.

Uma cadeira usada, para ele reformar, custa de dois a três mil reais. Após a restauração de sua empresa, é comercializada de seis até 18 mil. “Quanto mais antiga, mais cara. Levo, em média, 30 dias para concluir um serviço”, comenta Ricardo, que, embora reconheça a crise econômica brasileira, incentiva o desenvolvimento de novos negócios, “que venham para fazer a diferença”.

“Contudo, ainda tenho um sonho de montar uma barbearia para meus filhos tocarem, aqui na cidade. O Luiz continuaria produzindo as cadeiras; o mais novo, João Pedro (20 anos), seria o barbeiro, pois já atua na área; e o Leonardo (24), por ser bancário, poderia fazer a administração”, conclui o empreendedor socioambiental novaodessense.

 

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