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Em Audiência Pública da Saúde, Prefeitura informa investimentos de 36,99% este ano

A Câmara barbarense promoveu, nesta manhã (29), Audiência Pública de Saúde referente ao 2º quadrimestre de 2021 (maio a agosto). Durante o evento, no Plenário Dr. Tancredo Neves, a secretária municipal de Saúde, Rosemeire Rocha, informou que a Prefeitura investiu 36,99% da arrecadação de impostos em ações e serviços de saúde de janeiro a agosto deste ano, o que equivale a R$ 107.341.164,59. Por lei, os municípios devem investir pelo menos 15% da arrecadação em Saúde.

A audiência, sob o comando da vereadora Esther Moraes (PL), presidente da Comissão Permanente de Política Social do Legislativo, começou com a apresentação dos dados relativos a investimentos e atendimentos na Saúde em Santa Bárbara d’Oeste. Na sequência, a secretária respondeu aos questionamentos dos parlamentares.

“Não nos resta dúvidas sobre os gastos da pasta, mas ficamos preocupados com o alto índice de absenteísmo nas consultas”, afirma Esther, ressaltando que outra preocupação é o valor gasto com a judicialização, mais R$ 1 milhão. “Precisamos de políticas socioeconômicas que permitam o acesso de todos à saúde pública e de forma igualitária. A judicialização aumenta a desigualdade, uma vez que privilegia quem tem mais condições e informações”, completa a presidente da comissão, colocando-se à disposição para ajudar no diálogo com o Estado para que este assuma sua responsabilidade nos investimentos e pautas que estão sendo judicializadas.

Além de Esther como presidente, a Comissão Permanente de Política Social, responsável por opinar sobre as proposições relativas à higiene, à saúde pública e à assistência social, é composta pelos vereadores Bachin Jr. (MDB) e Carlos Fontes (PSL). O evento também contou com a participação dos vereadores Valdenor de Jesus Gonçalves Fonseca (Avante); Júlio César Santos da Silva, o Kifú (PL); Joi Fornasari (PV); e Felipe Corá (Patriota).

Carlos Fontes lamentou a redução de repasses estaduais. “Ao mesmo tempo em que o governo estadual reduziu 3,2% da Saúde, ou seja, R$ 800 milhões, aumentou em 70% os gastos com Publicidade, mais de R$ 157 milhões. Enquanto isso, há muitas pessoas na fila esperando por cirurgias, tomografias e outros procedimentos que são de competência do Estado. Situação lamentável”, disse Carlos Fontes.