FOTO:DIVULGAÇÃO TSE
Editais seguem liberados, mas nomeações têm prazo restrito durante o período de campanha.
Em ano eleitoral as regras dos concursos públicos mudam. Agora em 2026, as provas podem acontecer normalmente, os Editais podem ser publicados, as inscrições abertas e os resultados homologados. O que sofre alteração é a nomeação dos aprovados que fica restrita durante um período específico da campanha.
Pela legislação eleitoral, nos três meses que antecedem a votação até a diplomação dos eleitos, os governantes não podem convocar novos servidores, salvo exceções previstas em lei. A regra está na Lei nº 9.504/1997, que estabelece limites para evitar uso da máquina pública em período eleitoral.
Fora desse intervalo, as nomeações são legais e podem ocorrer normalmente. E quem for convocado dentro do prazo regular mantém o direito à posse e ao exercício do cargo, respeitando os prazos administrativos previstos em cada órgão.
2026 deve ser um ano de muitas oportunidades. A previsão é de mais de 230 mil vagas em concursos públicos em todo o país, segundo levantamento da Associação de Apoio aos Concursos Públicos e Exames. O número é impulsionado por aposentadorias acumuladas e pela necessidade de recompor quadros na administração pública.
Entre os concursos mais aguardados estão os da Advocacia-Geral da União, com previsão de 668 vagas, e do Tribunal de Contas da União, que deve selecionar novos auditores.
Também estão no radar o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, com previsão de cerca de 39 mil contratações temporárias, e a Câmara dos Deputados, que oferece 110 vagas para analista policial e técnico legislativo, com salários que podem chegar a 30 mil reais.
Outro ponto importante… não haverá uma terceira edição do Concurso Nacional Unificado. A ministra da Gestão, Esther Dweck, já confirmou que o modelo não será repetido em 2026. Com isso, as seleções tendem a voltar ao formato tradicional, o que pode aumentar a concorrência em carreiras mais disputadas.
Resumo da história: concurso em ano eleitoral pode, sim. O que exige atenção é o calendário das nomeações. Para quem está se preparando, a palavra-chave é planejamento. Ficar atento aos editais e aos prazos pode fazer toda a diferença.
Reportagem Katia Maia








