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Pesquisas se concentram nas zonas Sul e Leste, mas revelam que a preocupação com segurança alcança toda a capital paulista
Com mais de 11 milhões de moradores, São Paulo é dividida em cinco grandes zonas e reúne mais de 400 bairros, com perfis bastante distintos. Diante de tantas opções, escolher uma região para morar, investir ou mesmo circular exige atenção a diversos fatores, especialmente à segurança.
Nesse cenário, a busca por informação se torna essencial para proteger a família, o patrimônio e a rotina diária. Um levantamento realizado pela Verisure, empresa líder em monitoramento residencial e empresarial, com base no volume de buscas dos usuários no Google Brasil em 2025, identificou quais são os 15 bairros da capital paulista que aparecem com mais frequência associados à pergunta “é perigoso?”.
Quais os bairros paulistanos mais associados ao termo “é perigoso”?
Segundo o estudo da Verisure, as dúvidas se concentram principalmente em bairros localizados na zona sul, com cinco menções no ranking, e na zona leste, com quatro. As demais posições se distribuem entre as zonas norte, oeste e central, reforçando que a preocupação com segurança atravessa toda a cidade.

Vale destacar que o ranking reflete interesse e percepção, e não índices oficiais. A Vila Mariana, por exemplo, costuma aparecer de forma positiva em indicadores urbanos. Dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo mostram que o bairro registra 64% de avaliações favoráveis em relação à segurança.
Já o Mapa da Desigualdade 2024 posiciona o distrito como o terceiro melhor para se viver na capital, ao considerar critérios como segurança, saúde, renda, educação, moradia e transporte. Ainda assim, o bairro figura entre os mais buscados no Google associados à pergunta “é perigoso?”, o que pode estar relacionado à recente onda de furtos.
Dinâmica semelhante é observada no Itaim Bibi, que também aparece entre os cinco melhores bairros no Mapa da Desigualdade 2024, mas desperta dúvidas sobre segurança, possivelmente em razão do perfil comercial, da vida noturna ativa e do grande volume diário de trabalhadores e visitantes.
Por outro lado, bairros como Jardim Ângela, Itaquera e Vila Medeiros figuram entre os distritos com piores pontuações no mesmo levantamento. Isso reflete desigualdades estruturais que podem influenciar tanto a percepção quanto a preocupação dos usuários ao buscar informações sobre segurança.
O que avaliar para saber se um bairro é seguro?
Existem muitos fatores que influenciam na segurança de um lugar e que podem ajudar no monitoramento residencial, como:
- Localização e entorno urbano: proximidade com áreas pouco movimentadas ou que recebem um alto fluxo de pessoas, grandes vias de acesso ou regiões com histórico de conflitos sociais podem gerar insegurança percebida;
- Índice de criminalidade: registros de furtos, roubos e outros crimes impactam diretamente a imagem de um bairro, mesmo quando os números variam ao longo do tempo;
- Infraestrutura urbana: iluminação pública deficiente, ruas mal conservadas e ausência de espaços públicos bem-cuidados tendem a aumentar a sensação de risco;
- Vigilância e presença do poder público: policiamento, câmeras e ações de fiscalização contribuem para reduzir dúvidas e aumentar a sensação de proteção.
Como proteger a casa e reduzir riscos?
O aumento das buscas por bairros associados à pergunta “é perigoso?” indica não apenas curiosidade, mas uma tendência de maior atenção à segurança residencial. A preocupação demonstrada nas pesquisas se reflete, cada vez mais, em decisões práticas.
Entender como proteger a casa passa a envolver não só hábitos cotidianos, mas também investimentos em tecnologias de monitoramento residencial, que ganharam espaço na rotina urbana.
Manter a casa sempre fechada
Portas e janelas precisam permanecer trancadas mesmo durante saídas rápidas ou em horários de menor movimento. O cuidado deve incluir também acessos localizados em andares superiores, já que invasões podem ocorrer por meio de muros, árvores ou estruturas próximas ao imóvel.
Investir em muros e cercas
Estruturas mais altas e sem vãos que facilitem a escalada reduzem tentativas de invasão e ampliam o controle visual do entorno. Após essa etapa, algumas opções reforçam a proteção.
A concertina, por exemplo, possui lâminas metálicas que dificultam o acesso. Já a cerca elétrica funciona por meio de choque e alerta sonoro, em caso de violação dos fios.
Instalar sistemas de segurança e boas fechaduras
Fechaduras reforçadas, sensores de abertura, alarmes e câmeras são destaques para dificultar acessos não autorizados. Isso porque esses sistemas permitem o monitoramento contínuo do imóvel e funcionam como elementos de dissuasão.
Contratar empresa de monitoramento
A busca por respostas sobre segurança também acompanha a expansão dos serviços de monitoramento profissional. A integração entre sensores, alarmes e centrais especializadas possibilita ações rápidas diante de situações suspeitas, mesmo quando o imóvel está vazio.
Por fim, outras práticas complementam a estratégia de segurança, independentemente do bairro: evitar abrir a porta sem identificar quem está do lado de fora, planejar rotinas para reduzir exposição e, em alguns casos, contar com um cão de guarda.




