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Ajustes na rotina noturna, menos estímulos antes de dormir e um ambiente adequado podem contribuir para noites mais tranquilas
Dormir pouco está cada vez mais comum para muitos brasileiros. Uma pesquisa do Ministério da Saúde indica que três em cada dez pessoas enfrentam dificuldades para dormir. Além disso, cerca de 20% dos adultos dormem menos de seis horas por dia, um tempo abaixo do recomendado.
Isso ocorre seja por rotinas aceleradas, excesso de estímulos ou dificuldades para relaxar. Porém a falta de sono de qualidade pode trazer consequências, afetando desde o humor até o funcionamento de sistemas essenciais do corpo.
Por que dormir é importante?
O sono vai muito além de um simples período de descanso: é também um processo essencial para o funcionamento do organismo. Durante esse período, o corpo realiza diversas funções importantes para a saúde, como a produção de hormônios, a consolidação da memória e o fortalecimento do sistema imunológico.
Entre os sintomas mais imediatos da privação, estão cansaço excessivo, dificuldade de concentração e queda no desempenho em atividades cotidianas. Além disso, em longo prazo, porém, os impactos podem ser ainda mais preocupantes.
- Ganho de peso e obesidade: quem dorme menos de seis horas por noite tem maior tendência ao aumento de peso.
- Diabetes: a privação de sono interfere na ação da insulina e pode prejudicar o controle do açúcar no sangue.
- Ansiedade e depressão: dormir pouco afeta áreas do cérebro responsáveis pelo controle emocional, tornando a pessoa mais sensível ao estresse.
Além disso, também pode prejudicar o sistema cardiovascular. Enquanto descansamos, há redução natural da pressão arterial e do ritmo cardíaco. Quando é insuficiente, o organismo permanece em estado de alerta, elevando o risco de hipertensão, arritmias e até infarto ao longo do tempo.
Outro impacto importante ocorre no sistema imunológico. No período de repouso, ocorre a liberação de substâncias que ajudam a combater infecções e inflamações. Uma vez que se dorme pouco, essa produção diminui, e a pessoa torna-se mais vulnerável a doenças.
Como dormir bem?
A boa notícia é que alguns hábitos simples podem ajudar a melhorar a qualidade do sono, e pequenas mudanças na rotina e no ambiente já podem fazer diferença para quem deseja dormir melhor. Veja algumas recomendações.
- Desacelerar no período da noite: reservar um tempo para atividades mais tranquilas algumas horas antes de ir para a cama ajuda o corpo a entender que é hora de descansar.
- Ter atenção à alimentação noturna: itens estimulantes, como café, canela, pimentas ou alimentos com muito açúcar, podem dificultar o adormecer.
- Diminuir o contato com telas: o uso de celular, computador ou televisão próximo ao horário de dormir pode estimular o cérebro e atrapalhar o processo de relaxamento.
- Manter uma rotina de horários: estabelecer horários parecidos para se deitar e acordar todos os dias contribui para regular o relógio biológico.
- Evitar substâncias estimulantes: álcool e cigarro também podem prejudicar a qualidade do descanso.
- Controlar os cochilos ao longo do dia: pausas muito longas durante a tarde podem reduzir o sono acumulado para a noite.
Outro ponto importante é o conforto do ambiente de descanso. Nesse sentido, a escolha da cama também faz diferença. Por exemplo, modelos como cama box de casal ou versões maiores, como king size, oferecem mais espaço para movimentação durante a noite e podem contribuir para noites de sono mais tranquilas.
Além disso, manter o quarto escuro, silencioso e com temperatura agradável ajuda a criar um ambiente propício para o descanso.
Por fim, caso as dificuldades para dormir persistam mesmo com a adoção desses hábitos, o ideal é procurar um profissional de saúde. Neurologistas e especialistas em distúrbios do sono podem ajudar a identificar possíveis causas e indicar o tratamento mais adequado.








