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Diretoria do São Paulo colhe os frutos da decisão de perseverar com Fernando Diniz

No início da temporada, parecia ser um consenso – se não uma unanimidade – entre jornalistas esportivos de que a única equipe do estado de São Paulo que teria alguma chance de superar o Flamengo na Série A do Brasileirão de 2020 era o Palmeiras. Essa impressão se devia principalmente às boas campanhas que o Verdão vem fazendo nos últimos anos, e se fortaleceu ainda mais quando a equipe – ainda sob o comando de Vanderlei Luxemburgo – conquistou, em agosto, o 23º Paulistão de sua história após derrotar o Corinthians nos pênaltis.

Assim, poucos esperariam que, três meses depois do fim do Paulistão, diferentes sites que oferecem dicas de apostas esportivas online se mostrariam bem mais confiantes no sucesso do São Paulo na Série A do que no de qualquer outra equipe do estado. Em 12 de novembro, o heptacampeonato nacional do Tricolor do Morumbi oferecia um retorno de 3.6, enquanto um título do Palmeiras oferecia um retorno mais de seis vezes maior: 23. Além disso, naquele momento, na avaliação de tais prognosticadores, o São Paulo estava atrás apenas do atual campeão Flamengo dentre as equipes mais cotadas para essa conquista.

A razão para tal mudança de percepção a respeito das chances do Tricolor é bem lógica. Ainda que ao fim da 20ª rodada a equipe treinada por Fernando Diniz ocupasse a quarta colocação na Série A, era o São Paulo que detinha o melhor aproveitamento entre todos os 20 times da competição: 64,7%. Isso porque, enquanto as três equipes à sua frente na tabela – respectivamente, Internacional, Atlético-MG e Flamengo – tinham feito pelo menos 19 partidas cada, o Tricolor tinha feito 17, e, mesmo assim, estava apenas três pontos atrás do líder do campeonato.

Muito pode ser dito sobre jogadores como o goleiro Tiago Volpi e o atacante Brenner. No entanto, não seria justo ignorar a importância da postura da diretoria são-paulina desde julho, quando o São Paulo se viu eliminado ainda nas quartas de final do Campeonato Paulista pelo modesto Mirassol – que havia perdido 18 de seus atletas após a paralisação do campeonato em março. Após aquela derrota por 3 x 2 no Morumbi, teria sido muito conveniente para a diretoria demitir Fernando Diniz e atender às demandas de parte da torcida, que, já desde o ano passado, vinha se mostrando claramente insatisfeita com o seu técnico.

E o fato é que, até o início de outubro, os críticos de Diniz ainda podiam se considerar mais do que justificados: o empate de 1 x 1 com o Coritiba, no dia 4 daquele mês, foi o sétimo jogo seguido do Tricolor sem vitória, e a demissão de seu técnico parecia questão de tempo. De alguma forma, no entanto, a diretoria se manteve firme no seu apoio a Diniz. Talvez por entender que, apesar de tudo o que ainda havia – e há – para se resolver defensivamente, num dia feliz o Tricolor é capaz de derrotar qualquer outro time, como as mais recentes vitórias sobre o Flamengo evidenciam. E, para a alegria de seus torcedores, um dia feliz tem sido coisa cada vez menos rara para o São Paulo.

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