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Diego pede nova readequação no projeto de Niemeyer

Diego anunciou interessou pela obra após a morte do arquiteto, em dezembro

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Foto: Divulgação

O prefeito de Americana, Diego De Nadai (PSDB), esteve na última sexta-feira no Rio de Janeiro, onde pediu a terceira readequação do projeto do novo Paço Municipal, que é assinado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, morto no final do ano passado. Depois de passar todo o primeiro mandato sem se interessar pelo projeto, o prefeito anunciou apenas após a morte do arquiteto que o colocaria em prática. Atualmente, a Prefeitura paga R$ 2,4 milhões por ano só com o pagamento de aluguel para acomodar todas as secretarias e demais órgãos do governo.

A reunião foi com o arquiteto Jair Valera, que atuou mais de 30 anos com Niemeyer. O projeto foi elaborado em 1998 pelo arquiteto mais renomado do País, durante o governo do ex-prefeito Waldemar Tebaldi. O projeto custou R$ 400 mil e, nos últimos 15 anos, já passou por duas adequações, das quais uma custou mais R$ 300 mil aos cofres públicos. O prefeito não deu detalhes sobre quais as adequações serão promovidas e apenas informou, através de material encaminhado para a imprensa, que serão contempladas as obras de acessibilidade. Também não foi informado qual será o valor cobrado para uma nova readequação do projeto.

O ex-secretário de Planejamento e de Meio Ambiente, Victor Chinaglia, estranhou a iniciativa do prefeito em retomar agora o projeto. Ele lembrou que, assim que assumiu o primeiro mandato, a ordem de Diego foi romper o contrato com o escritório do arquiteto. Em 2008, o custo previsto da obra era de R$ 20 milhões. O prefeito também não informou de onde partirão os recursos para a construção.

Inicialmente, o projeto foi elaborado para a construção do Paço na Avenida Brasil, onde está localizado o CCL (Centro de Cultura e Lazer). O projeto foi modificado para que a obra fosse transferida para um terreno localizado entre as avenidas Nossa Senhora de Fátima e da Saúde, doado pela União Operária. Em 2005, o ex-prefeito Erich Hetzl Júnior (PP) firmou um acordo com a entidade através do qual a Prefeitura ficou obrigada a construir um Centro de Capacitação do Trabalhador na mesma área que vai abrigar o Paço. No espaço também deverá ser construída a nova sede da Câmara, que hoje paga R$ 38 mil por mês de aluguel.

Fonte: O Liberal