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Diabetes: Um dos principais problemas de saúde pública, pode desencadear doenças graves

O próximo dia 14 de novembro, é celebrado o Dia Mundial do Diabetes, doença que atinge 16,8 milhões de pessoas o Brasil

O diabetes é um problema de saúde pública sério, que está crescendo a cada ano. Dados do Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes apontam que há 16,8 milhões de doentes adultos no Brasil (20 a 79 anos), 5º colocado em incidência de diabetes no mundo. Em 2030, este número deve chegar a 21,5 milhões. Para conscientizar as pessoas sobre a gravidade da doença, a SMCC (Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas) aproveitou o Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro, para fazer um alerta divulgando as principais informações sobre o tema.

Para que essa conscientização chegue ao maior número de pessoas, a entidade produziu um vídeo (confira neste link https://youtu.be/_KRG4o9-Z2A) com a endocrinologista Dra. Sylka Rodovalho, coordenadora do Departamento Científico de Endocrinologia e Metabologia, com uma linguagem simples e acessível. O material pode ser conferido no canal do Youtube e nas redes sociais da SMCC.

A médica explica que o diabetes é uma doença metabólica, de causas complexas, cujo principal problema está na falta de produção de insulina pelo pâncreas. A insulina, por sua vez, é o hormônio principal para o controle da glicose no corpo humano. Quando ela falta, acontece um déficit na metabolização da glicose e, consequentemente, o diabetes, caracterizado por altas taxas de açúcar no sangue de forma permanente.

Existem dois tipos de diabetes, o 1 e o 2. O Diabetes Tipo 1 é causado pela destruição das células produtoras de insulina, em decorrência de um defeito do sistema imunológico, em que os anticorpos atacam as células que produzem insulina. “É aquele diabetes que aparece nas crianças e nos adolescentes”, comenta a endocrinologista. “Eles (pacientes) têm sintomas, de início, muito abruptos, que normalmente são sede intensa, perda de peso, queda do estado geral, aumento da frequência urinária”, explica a médica. De acordo com ela, como esses sintomas são muito agudos, já é iniciado um tratamento com insulina rapidamente. “Os mecanismos ainda não estão completamente conhecidos, mas sabemos que alterações no nosso sistema imunológico fazem parte do aparecimento do diabetes tipo 1”, comenta. Segundo a Dra. Sylka, o tratamento, para este tipo, é basicamente com insulina.

Já o Diabetes Tipo 2, com predominância em 90% dos casos de diabetes, é resultado da resistência à insulina e de deficiência na sua secreção. “É aquele que aparece nos adultos depois dos 40 anos, de uma maneira mais lenta, e, muitas vezes, os sintomas não são percebidos”, pondera. “Isso exige que a gente acompanhe os níveis de glicemia, ou seja, a taxa de açúcar no sangue, após os 40 anos”, explica. Segundo ela, apesar de ser uma doença silenciosa, existem algumas pistas de que o paciente possa estar desenvolvendo o diabetes tipo 2. Entre elas, estar acima do peso, ter o aumento da cintura, ter triglicérides e colesterol muito altos, ser hipertenso, ter tido diabetes na gestação ou bebês que nasceram muito grande e ter um histórico familiar importante (a mãe ou o pai é diabético).

Segundo a endocrinologista, o tratamento do Diabetes Tipo 2 pode ser com medicações orais ou até com insulina, em alguns casos. “Mas o mais importante, nessas duas doenças (Diabetes Tipo 1 e Tipo 2), é que o tratamento deve ser feito com uma dieta balanceada e evitar, a todo custo, uma vida sedentária”, orienta.

Dra. Sylka explica que o diabetes é grave porque leva ao aparecimento de outras doenças graves. “Mau funcionamento do rim, o que a gente chama de insuficiência renal; doenças cardíacas, como infarto e a insuficiência cardíaca; doenças cerebrais, como o AVC (Acidente Vascular Cerebral); pode levar ao entupimento das veias e artérias que levam o sangue para as nossas pernas e os nossos pés; pode levar a um aumento de amputação; pode levar a cegueira e a distúrbios da visão”, lista. “Como tratar o diabetes? Mudando e adquirindo hábitos saudáveis, além de manter o uso das medicações”, finaliza.

 

Sobre a SMCC:

A SMCC é uma entidade associativa, que reúne milhares de médicos de Campinas e Região. Fundada em 1925, tem como objetivo promover o conhecimento científico entre os profissionais, oferecer benefícios e desenvolver projetos sociais direcionados à comunidade. É considerada a Casa do Médico de Campinas.