JEDDAH, SAUDI ARABIA - FEBRUARY 14: Race winner Antonio Felix da Costa of Portugal and Jaguar TCS Racing celebrates in parc ferme during the Jeddah E-Prix, Round 5 of the 2026 FIA Formula E World Championship at Jeddah Corniche Circuit on February 14, 2026 in Jeddah, Saudi Arabia. (Photo by Simon Galloway/LAT Images)
Em coletiva internacional, Dennis Moraes perguntou sobre a virada estratégica da equipe após P5 e triunfo que recolocam o piloto na briga pelo título da Fórmula E 2025-2026.
O portal SB24Horas participou da coletiva internacional de imprensa do E-Prix de Jeddah 2026 e levou a voz do jornalismo regional ao cenário global do automobilismo elétrico. O jornalista Dennis Moraes enviou duas perguntas ao piloto português António Félix da Costa, da Jaguar TCS Racing, logo após a vitória na segunda corrida da etapa disputada na Arábia Saudita.
A etapa foi decisiva para a consolidação da Jaguar como candidata real ao título da temporada 2025-2026 da Fórmula E. No sábado, 14 de fevereiro de 2026, em Jeddah, Félix da Costa executou com precisão cirúrgica a estratégia da equipe, ativando o Modo de Ataque de 350 kW no momento ideal e abrindo vantagem suficiente para cruzar a linha de chegada 2,5 segundos à frente de Sébastien Buemi, com Oliver Rowland completando o pódio.
No dia anterior, o português havia finalizado na quinta colocação. A combinação de um P5 e uma vitória impulsionou o piloto ao sétimo lugar no campeonato, recolocando definitivamente a Jaguar na disputa direta pelo título — tanto no Mundial de Equipes quanto no de Fabricantes.
A pergunta sobre a virada técnica da Jaguar
Na coletiva, Dennis Moraes questionou o piloto sobre a aparente evolução competitiva da Jaguar ao longo das últimas etapas e o que, tecnicamente ou estrategicamente, havia mudado para transformar potencial em vitória.
Félix da Costa foi direto: não houve uma revolução técnica, mas sim a consolidação de um fim de semana “limpo”, sem incidentes.
Ele relembrou que em São Paulo já havia ritmo para pódio, comprometido por um safety car ativado justamente após o uso do Modo de Ataque, além de um toque que prejudicou sua corrida. No México, um problema em treino livre afetou o desempenho. Em Miami, novamente o ritmo era competitivo até um contato traseiro arruinar as chances.
Segundo o piloto, a orientação interna para Jeddah foi clara: executar sem erros, evitar toques e maximizar o que já vinha sendo construído. O resultado foi progressivo — quinto lugar na primeira corrida e vitória na segunda.
“Ganhar uma prova desbloqueia muita pressão”, destacou o português, mencionando que o triunfo também serviu para validar a decisão de sua ida para a Jaguar.
Jeddah como ponto de virada?
A segunda pergunta do SB24Horas foi direta: mesmo ainda fora do top 5, a vitória recoloca o piloto como candidato real ao título? Jeddah pode ser o ponto de virada da temporada?
A resposta foi objetiva: “Sem dúvida.”
Félix da Costa afirmou que a equipe relançou a temporada. Em Miami, ambos os carros já haviam pontuado; em Jeddah, a regularidade foi consolidada com pontuação dupla nas duas corridas. Embora os dois primeiros colocados no campeonato tenham uma pequena vantagem, o português lembrou que a Fórmula E é marcada por imprevisibilidade e reviravoltas estratégicas.
Contexto do campeonato e transição histórica
Atualmente, Pascal Wehrlein lidera o campeonato de pilotos, enquanto a Porsche Formula E Team aparece na frente entre as equipes. No entanto, a Jaguar reduziu a diferença e entra definitivamente no radar como favorita.
A temporada 2025-2026 marca também o encerramento da era Gen3. No fim do ano, novamente em São Paulo, será disputada a primeira etapa da temporada 2026-2027, que marcará a estreia da aguardada Geração 4 — os carros mais modernos já desenvolvidos na história da categoria.
Com a vitória em Jeddah, a Jaguar não apenas venceu uma corrida. Reacendeu a disputa pelo título em um momento crucial da temporada.









