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Crianças influencers: como elas moldam o consumo infantil atualmente

Milhares de seguidores e um mar de likes e comentários. Saiba como os influenciadores mirins influenciam no consumo das crianças

 

Quem foi criança entre os anos 1990 e 2000 muito provavelmente sonhou em ficar famoso participando de um programa de TV. Os pequenos de hoje em dia têm outras ambições: fazer sucesso nas redes sociais.

 

Atualmente, crianças com 10 anos – ou menos – somam milhares de seguidores, participam de campanhas e eventos de marcas e impactam no consumo de milhões de crianças Brasil afora.

 

O crescimento meteórico das crianças influencers é um reflexo dos hábitos de consumo contemporâneos. De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), cerca de ⅓ dos usuários da internet atualmente são crianças.

 

Seja fazendo uma receita ou indicando roupas, uma coisa é fato: os influenciadores digitais mirins já fazem parte da nossa realidade. Por isso, é muito importante entender qual é o impacto que eles causam no consumo e como manter as crianças seguras no ambiente da internet.

Por que crianças influencers fazem tanto sucesso?

Isso faz parte da maneira como as novas gerações se comunicam e interagem entre si. As crianças dos anos 1980 não tiveram contato massivo com a internet, enquanto as crianças dos anos 1990 e 2000 já estavam mais habituadas a esta realidade.

 

Atualmente, as crianças nascem em um contexto em que as redes sociais fazem parte de sua realidade e de sua rotina. E as crianças estão acessando a internet cada vez mais cedo.

 

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.BR) em 2019, os jovens de 17 anos acessaram a internet pela primeira vez com mais de 12 anos. Já crianças entre 9 e 10 anos tiveram a primeira experiência online com menos de 6 anos.

 

Além disso, as crianças já estão mais habituadas aos equipamentos eletrônicos – muitas vezes, se sentem mais confortáveis com celulares e tablets do que muitos adultos. Bonecas e carrinhos ficaram para trás.

 

Um levantamento realizado pela revista Crescer em 2018 mostrou que 38% das crianças entre 2 e 8 anos das famílias entrevistadas já possuíam algum equipamento eletrônico, como smartphone, tablet, videogame, computador ou televisão. 47% das crianças gastam mais de 3 horas por dia nos eletrônicos.

 

Os dados mostram que a questão é geracional. Para as crianças dos anos 1980 e 1990, a televisão era a principal mídia consumida no dia a dia. Para quem nasceu depois dos anos 2000, a internet ocupou o lugar da TV. Isso leva à mudança dos hábitos de consumo também.

Crianças influencers vs. hábitos de consumo

Assim como com qualquer outro influenciador, as marcas veem oportunidades de divulgação com as personalidades digitais do mundo infantil. Com isso, a brincadeira de criança vira coisa de gente grande.

 

Apesar de muitas vezes os vídeos e as fotos com crianças começarem como uma simples diversão com a família, em que momento elas passam a ser consideradas algo sério, ou até mesmo uma profissão?

 

Diferentemente de maiores de idade, a exposição de crianças na internet está diretamente relacionada ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que destaca a proibição do trabalho infantil.

 

Por isso, é muito importante que as crianças criadoras de conteúdo tenham seu trabalho regulamentado e fiscalizado, como o que acontece com o trabalho de atores mirins, por exemplo.

 

Quando falamos em publicidade, é muito comum que marcas procurem influenciadores mirins para promover seus produtos, que podem ser os mais variados: de brinquedos e roupas a maquiagem infantil e destinos de viagem com crianças.

 

Os pais e responsáveis por crianças influenciadores devem, acima de tudo, prezar pela sua segurança e bem-estar. A prioridade deve ser sempre a educação e o brincar, fundamentais para a formação de qualquer criança.

 

Cuidados necessários

O equilíbrio no uso das telas e a exposição são fatores fundamentais para garantir uma infância saudável para qualquer criança. De maneira geral, o problema não é apenas da tecnologia, mas sim de como ela é utilizada.

 

Por isso, é importante que os pais e os responsáveis pelas crianças – sejam elas influenciadoras mirins ou apenas consumidoras do conteúdo – coloquem em prática algumas dicas, como:

 

  • Determinar o tempo limite de utilização das telas por dia, de acordo com a rotina da família;
  • Definir a rotina da criança de acordo com as necessidades de sua idade. As atividades do dia a dia devem incluir brincadeiras, exercícios, dormir e comer sem telas;
  • Fazer refeições em família;
  • Estar em contato com a natureza sempre que possível.

 

Agora que você já entende mais sobre o que são as crianças influencers e seu impacto no consumo infantil, que tal ficar de olho no que seus filhos estão consumindo?