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Copaíba, o bálsamo da floresta

Copaíba no Parque da Aclimação. Foto: Mauro Guanandi (domínio público)

A copaíba (Copaifera spp.) tornou-se conhecida em várias partes do mundo por causa do óleo extraído de seu tronco, que pode chegar a 30 metros de altura e até um metro de diâmetro.

O óleo, que a tornou tão famosa, pode ser usado para diferentes fins – fabricação de biodiesel e também de tintas e vernizes, produção de cosméticos, além de seu poderoso uso medicinal.

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Tronco da copaíba. Foto: João Batista Baitello

 

São atribuídos ao óleo de copaíba propriedades anti-inflamatórias, antissépticas e antimicrobianas. É indicado no tratamento de tosses, catarros e bronquites por causa de sua ação expectorante. Pode ser usado ainda contra reumatismo e dores musculares.

Para que tem problemas com caspa, é só procurar um xampu contendo o óleo de copaíba. Ele age contra a oleosidade e a seborreia do couro cabeludo e deixa os fios dos cabelos brilhantes e macios.

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Fruto da copaíba. Foto: João de Deus Medeiros (CC by 2.0)

As abelhas são atraídas por suas flores pequenas e brancas, fabricando um excelente mel, e se transformando ainda em suas principais polinizadoras. Seu fruto quando amadurecido se rompe, expondo uma semente preta coberta por polpa carnosa, alaranjada e perfumada, muito apreciada por pássaros, especialmente os sabiás, que acabam dispersando essas sementes, ajudando assim no plantio de novas árvores.

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Flores da copaíba. Foto: João Batista Baitello

Isso tudo, são pequenos exemplos de tudo quanto pode ser oferecido por essa árvore que se estende por quase todo o Brasil, da Amazônia ao Rio Grande do Sul. Os primeiros habitantes deste país, os índios, há mais de 500 anos já usavam a resina de copaíba para cicatrizar feridas, estancar sangramentos, combater picadas de inseto, enfim aliviar as mais diversas dores.

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Frutos da copaíba. Foto: João Batista Baitello.

Mas, apesar de tanta generosidade, a copaíba está quase ameaçada de extinção. Ela é uma espécie longeva (vive cerca de 400 anos), porém demora a crescer e só frutifica depois de 10 anos. A extração de madeira, a fragmentação de territórios, a diminuição de fauna contribuem para a redução da espécie.

Contudo, há esperança para nosso bálsamo da floresta. A copaíba é recomendada e tem sido utilizada nos projetos de recuperação de áreas degradadas e de recomposição de matas ciliares, em, especial, o Programa Nascentes. Assim, mais um “milagre” se acrescenta a longa lista desta árvore – a sua sobrevivência.

Texto: Cris Leite

Sistema Ambiental Paulista

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Dennis Moraes