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Conheça métodos para manter seus filhos protegidos no ambiente digital

(crédito: divulgação istock)

Cerca de 89% da população entre 9 e 17 anos está conectada à internet, segundo pesquisa TIC Kids Online Brasil 2019

 

A tecnologia está intrinsecamente ligada à educação das crianças na atualidade, ainda mais com a pandemia, onde diversas escolas e cursos têm disponibilizado conteúdo online para alfabetizar os pequenos.

Isso criou até mesmo uma nova modalidade de negócio, onde é possível estudar com mais facilidade, através de sua residência, para provas, vestibulares e até mesmo concursos, como é o caso do concurso PGE RS.

Porém eles também buscam meios de entretenimento dentro da internet, como vídeos, jogos, redes sociais, etc. Entretanto, há um consenso geral de que, tanto as crianças, quanto os adolescentes, têm ficado mais tempo conectados.

Segundo uma pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), a TIC Kids Online Brasil 2019, cerca de 89% da população entre 9 e 17 anos está conectada à internet. De acordo com os dados mostrados, o smartphone, conectado ao Wi-Fi ou a dados móveis, ainda é o meio mais utilizado entre os jovens para se manterem conectados.

Com isso, é natural os pais e responsáveis procurarem meios de proteger as crianças e os adolescentes de conteúdos sensíveis ou não recomendados para esta faixa etária, por isso separamos aqui formas fáceis de protegê-los deste ambiente, que, apesar de divertido, pode se mostrar muitas vezes hostil.

Definição de sites apropriados

Através de navegadores ou aplicativos, é possível definir sites ou redes sociais que podem ou não ser acessados através do computador ou até mesmo através do smartphone.

Segundo Sofia Páez, gerente de marketing da Mercusys, uma das principais fabricantes de dispositivos de rede do mundo, em entrevista para o Regional Expressa, “plataformas de EAD, serviços de streaming e jogos, quando aprovados pelos responsáveis, são apropriados para crianças e adolescentes”.

“As redes sociais, por outro lado, contam com restrição de idade. Para garantir que os filhos não esbarrem em sites impróprios, é possível contar com a ajuda de ferramentas, aplicativos e até roteadores que contam com a função ‘Controle dos Pais’. Esta última ainda permite determinar a quantidade de horas que os jovens passarão online”, explica Páez.

Ela ainda fala que é importante se atentar aos limites impostos aos filhos, para que eles não acabem se sentindo vigiados e oprimidos, gerando muitos problemas familiares.

Evitar redes Wi-Fi desconhecidas

Isso não acontece somente com as crianças, mas elas acabam sendo as mais suscetíveis, justamente pela ingenuidade ou pelo ímpeto juvenil, seja para poupar os dados móveis, ou então para estar conectadas nem que seja por alguns minutos.

Mas o Wi-Fi aberto, geralmente, não fica protegido contra o ataque de hackers, que podem ter acesso a conversas, senhas e, em muitos casos, à localização do usuário. Por isso, é importante alertá-los sobre se conectar somente em redes conhecidas e confiáveis.

Entretanto, caso seja inevitável a necessidade de se conectar, o login deve ser realizado em aplicativos de conversa criptografados, ou então evitar sair da rede 3G ou 4G.

Escolher senhas Wi-Fi sempre seguras

Os cuidados com o Wi-Fi não devem ser tomados somente fora de casa. Defina uma senha segura para a rede Wi-Fi, pois pode evitar ataques cibernéticos que podem espalhar vírus e, com eles, diversas ameaças, como roubo de dados, através de encaminhamentos de sites não confiáveis.

Mas como definir uma boa senha? Sofia Páez explica novamente que “uma boa senha, aquela com oito caracteres que misturem maiúsculas, minúsculas, números e símbolos, tem o papel de dificultar o acesso de invasores e proteger os dispositivos conectados. Para reforçar os cuidados, ainda é recomendado alterar essa senha de tempos em tempos”.