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Como os cães podem ajudar as crianças com Síndrome de Down

O cão é o melhor amigo do homem é uma das frases mais manjadas e mais verdadeiras que a gente conhece. Esses animais que foram domesticados há milhares de anos, nos acompanham no dia a dia como verdadeiros companheiros que são.

 

Mas você sabia que eles também podem ajudar no desenvolvimento de crianças com Síndrome de Down? São os chamados cães terapeutas, animais treinados para acompanhar e auxiliar os pequenos, principalmente, no que diz respeito à descoberta da afetividade e melhora da comunicação.

 

Hoje você vai conhecer um pouco mais sobre a chamada Terapia Assistida por Animais (TAA), especialmente, as com tratamento com cães, e como esse tipo de atividade pode proporcionar uma melhora na qualidade de vida das crianças portadoras dessa condição genética.

Um pouco mais sobre a Síndrome de Down

A trissomia do cromossomo 21, ou como é conhecida, Síndrome de Down, é uma alteração genética provocada por uma falha durante a divisão embrionária. No par 21, ao invés de dois cromossomos, existem três, ocasionando algumas alterações no corpo e no intelecto dessa pessoa.

 

Como características dos portadores dessa síndrome estão: olhos semelhantes aos dos orientais, rosto arredondado e orelhas pequenas; menor estatura; tendência à obesidade e diabetes; e comprometimento intelectual, afetando a aprendizagem.

 

A Síndrome de Down não deve ser reconhecida como doença, mas como uma condição genética que pode trazer algumas limitações. Isso, porém, pode ser revertido caso a pessoa com Down tenha, desde cedo, uma assistência profissional multidisciplinar.

 

É nesse sentido que surgem as chamadas Terapias Assistidas por Animais, um tipo de tratamento inovador que utiliza da presença dos bichos para uma melhora na qualidade de vida, principalmente, de crianças e idosos.

Terapia Assistida por Animais (TAA)

Essa técnica, desenvolvida por profissionais da área da saúde, permite uma evolução física, psíquica, cognitiva e social aos pacientes. Isso porque, com a ajuda dos animais, essas pessoas são motivadas ao desenvolvimento em todos esses aspectos.

 

O tratamento traz benefícios físicos e mentais. Por exemplo, ao fazer com que o corpo libere endorfina, causando bem-estar e relaxamento. Existem também os chamados benefícios sociais, tais como interação, comunicação, sensação de segurança e estímulo à prática de atividades físicas.

 

Diferentes tipos de animais podem ser usados para uma TAA, como cavalos, gatos, coelhos e até mesmo bichos mais exóticos como iguanas. Mas os mais comuns nesse tipo de terapia, são os cães, por conta da sua sociabilidade e fácil adestramento.

Cães como terapeutas

Estudos mostram que a presença de animais auxilia na motivação de pessoas doentes. No caso de portadores da Síndrome de Down, essa ajudinha vai além, pois auxilia tanto no desenvolvimento físico e mental, quanto emocional dessas crianças.

 

Os cães, assim como qualquer outro animal usado nesse tipo de terapia, deve ser devidamente limpo, vacinado, livre de qualquer tipo de zoonose e devidamente adestrado. Além disso, deve ser dócil. Filhotes e cães muito velhos não devem ser usados nessa prática por serem muito agitados ou cansarem facilmente.

 

Por conta disso, as raças de cães mais comuns para essas terapias são Golden Retriever e Labrador, tidas como as mais indicadas para tais atividades pelo temperamento manso e tranquilo desses cachorros.

 

No caso das TAS, os cachorros vão atuar como “terapeutas”, incentivando as crianças com atividades como jogar a bolinha, colocar água e comida para os amigos caninos e até mesmo auxílio em atividades motoras como caminhar e correr.

 

Outro ponto importante é o desenvolvimento social e comunicacional. Isso, porque essas crianças acabam criando laços de amizades com os cães e, por isso mesmo, passam a conversar com eles.

Saiba mais sobre a TAA

Para que uma terapia assistida por animais seja realizada é necessária uma equipe multidisciplinar, constituída por médicos, fisioterapeutas e até mesmo veterinários. Isso para que tanto a criança ou o adolescente, quanto o animal, sejam preparados.

 

Se a criança tem pavor de animais, por exemplo, a TAA já não é indicada. Claro que ela pode ajudar a mudar esse quadro, mas, num primeiro momento, é preciso verificar o comportamento da criança antes de dar início ao tratamento.

 

Os cães que servem como terapeutas nas TAA’s são adestrados para servirem de apoio e devem ter um temperamento muito tranquilo, exatamente porque devem passar essa tranquilidade aos seus pacientes e, porque eles não podem, de forma alguma, responder com agressividade caso levem algum tapa ou apertão.

 

Gostou da ideia? Seu cachorro se enquadra nesse perfil? Que tal procurar uma instituição que “forme” cães terapeutas? Existem vários lugares espalhados por todo o país que fazem isso. Dessa forma, você estará ajudando diversas pessoas e, de quebra, deixando seu melhor amigo ainda mais feliz.

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