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Comissão discute escassez de UTIs em Brasília


Na manhã de hoje (15) aconteceu Audiência Pública, na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara Federal, tratando sobre a escassez de Unidades de Terapia Intensiva no país, por solicitação do deputado federal Silas Freire (PR). Os dados levantados na oportunidade são alarmantes e demonstram a distribuição inadequada dos leitos de UTI e que a gravidade da situação está custando a vida dos brasileiros.

Na audiência foram destacados números que provam a necessidade de uma medida urgente: são 41 mil UTIs no Brasil, sendo 21 mil na rede privada que atende 15% da população, sendo que destas cerca de 20% ficam vazios, e 20 mil para o Sistema Único de Saúde que atende 85% da população e onde faltam leitos. Além disso, somente 505 dos 5 mil 575 municípios brasileiros tem UTIs.

” Os profissionais de saúde tem que escolher entre quem vive e quem morre pois não há UTI para todos. Os números mostram que a rede privada concentra mais da metade dos leitos disponíveis mas só serve para uma minoria de 15% da população que tem como pagar, os outros 85% estão à mercê da sua própria sorte pois a demanda é maior que a oferta. Na rede privada sobram UTIs, mas o SUS só paga cerca de 400 reais de diária, então os hospitais particulares não querem se credenciar.  Estamos falando do direito à vida que está sendo ceifado.”, declarou Silas Freire.

Outra realidade alarmante é que os idosos estão sendo preteridos em favor dos mais jovens, como explica o deputado Silas: “A demanda de jovens tem aumentado por conta dos traumas da violência urbana e no trânsito, no Piauí temos um deficit de pelo menos 200 leitos. Além disso, a oferta de UTIs é muito mal distribuída e precisa ser interiorizada e isso acontece no país inteiro. Quem está sofrendo a dor de não ter a disponibilidade do leito de UTI quando mais precisa, é que sabe do que estamos falando. A situação é caótica.”, destaca o parlamentar.

Estiveram presentes autoridades no assunto que puderam contribuir bastante com o debate, como o secretário de Assistência à Saúde do Ministério da Saúde Francisco Figueiredo, Guilherme Schettino que é gerente médico do Departamento de Pacientes Graves do Hospital Israelita Albert Einstein, Luciano Cesar Pontes que é Médico Intensivista e Pesquisador do Instituto de Ensino e Pesquisa da Sociedade Beneficente de Senhoras do Hospital Sírio Libanês e ainda Carlos Figueiredo que é Diretor Executivo da Associação Nacional de Hospitais Privados – ANAHP.

Pra finalizar, os convidados e parlamentares presentes discutiram ainda as dificuldades a serem enfrentadas por conta da PEC 55 que congela os gastos públicos e que pode significar que a situação fica ainda mais grave. “A situação é assustadora e quem sofre são aqueles que não tem recursos, não podemos fechar os olhos para essa realidade tão cruel. A minha proposta é fazer o dia de trabalho para as demandas das UTIs no país no ano que vem. E vamos continuar chamando atenção na busca de uma solução.”, finalizou Silas Freire.

 

Aline Ribeiro- assessoria de imprensa

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Dennis Moraes