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Com apoio da Prefeitura de Nova Odessa, médicas cubanas protocolam pedido de refúgio

As quatro médicas cubanas que trabalhavam em Nova Odessa por meio do programa federal Mais Médicos e decidiram permanecer no Brasil mesmo após a determinação do governo cubano para que retornassem ao país caribenho, protocolaram nesta quarta-feira (12), com apoio da Prefeitura, o pedido de refúgio junto à Polícia Federal, em Piracicaba. A pedido do prefeito Benjamim Bill Vieira de Souza, elas foram acompanhadas pelo assessor especial Guilherme Blumer Ferreira, que também conduziu as médicas até o Ministério do Trabalho, na mesma cidade, onde elas conseguiram retirar a CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social).

Na semana passada, Bill tratou pessoalmente da situação das médicas com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes. “Conforme prometi a elas, estamos dando todo o amparo. Não viramos e não vamos virar as costas, porque elas fizeram muito bem o seu papel em Nova Odessa enquanto estiveram no programa Mais Médicos. Falei com o ministro Aloysio Nunes porque faremos o possível para que tudo termine bem”, ressaltou o prefeito, que recebeu as médicas em seu gabinete na tarde desta quarta-feira. “Viemos agradecer ao apoio que estamos recebendo do prefeito Bill e de toda a sua equipe. Hoje já conseguimos tirar a carteira de trabalho e faremos também a inscrição no programa novamente”, disse Idalma Leyva Dominguez

Agora, a análise do pedido de refúgio, explica Ferreira, compete ao Conare (Comitê Nacional de Refugiados), órgão ligado ao Ministério da Justiça. Ao pedido, foi anexado uma “declaração de não vínculo com o município” fornecida pela Secretaria de Saúde. O secretário da pasta, Vanderlei Cocato, disse que, através do programa Mais Médicos, não há possibilidade neste momento de as profissionais trabalharem em Nova Odessa. “Todas as vagas abertas pelo Ministério da Saúde depois da saída do governo cubano do programa Mais Médicos já foram preenchidas por profissionais brasileiros. Então, não há, neste momento, como elas trabalharem em Nova Odessa como médicas. Até porque elas, para que possam exercer a função, precisam realizar o Revalida”, disse Cocato.

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