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CEDOC está em trabalho remoto

 

O Centro de Documentação Histórica está trabalhando de forma remota

 

Como alinhar documentos históricos com tecnologia? Este é o desafio que a equipe do Centro de Documentação Histórica – CEDOC da Fundação Romi vem realizando nesta época de quarentena. Formado pela equipe de documentação, coordenada pela historiadora Sandra Edilene de Souza Barboza, os especialistas realizam transcrições de documentos históricos importantes como Atas de Reunião da Câmara Municipal de Santa Bárbara d’Oeste e Livros Tombo da Paroquia Santa Bárbara. Estes registros serão disponibilizados no banco de dados do CEDOC.

São mais de 2.000 atas de Reuniões Ordinárias do Poder Legislativo Barbarense, datada de 1879 a 1898 e de 1900 até fevereiro de 1975. Já os Livros Tombo são de 1875 até 1910, Livro I, e de 1910 a 1921, Livro II. Entre os documentos que já foram transcritos, há informações muito interessantes como a publicada no Livro Tombo da Paroquia Santa Bárbara onde o padre da época, Achilles Spicacci, escreve em 1905 sobre a atual Igreja Matriz Santa Bárbara: “O edifício hoje é muito apropriado as necessidades do culto por ser espaçoso e ser muito bem entendida a sua divisão. Consta de uma capella separada, Consagrada a N. S. Bom Jesus e onde se guarda o Santissimo Sacramento; de uma vasta sachristia e de um local onde se acha a Pia Baptismal“.

Em outro documento, o descendente de Dona Margarida, Francisco de Paula Martins, tem o nome muito citado nos documentos de 1882, uma vez que era presidente da Câmara nesse período. Uma curiosidade é a grafia das palavras que são diferentes da que  é utilizada hoje. Como exemplo: ACTA para ATA; SECÇÂO para seção, ASSIGNADA para assinada, CESTA para sexta, ESCREVY para escrevi entre outras. Além disso, usam muitas abreviaturas como: Cptão. para capitão; Joaqm para Joaquim; Sñ para Senhor.

Os documentos manuscritos como os Livros Tombo da Igreja Matriz Santa Bárbara e as Atas da Câmara Municipal de Santa Bárbara d’Oeste são documentos históricos que para leitura é necessário familiaridade com a evolução de traçados, tipos e outros instrumentos da escrita. Considerando que são fontes importantes para o estudo da história da cidade a importância desta ação. “Gerará uma nova forma de indexar e criar novos pontos de acesso para os usuários do banco de dados do CEDOC. Além disso, depois de realizado o trabalho, disponibilizaremos a transcrição dos documentos para que os usuários possam ler”, complementa Sandra.

O acervo do Centro de Documentação Histórica da Fundação Romi dispõe de registros que datam desde o fim de 1850 até os dias atuais. Para o superintendente da Fundação Romi, Vainer Penatti, “assim, desde 1964, vem sendo guardado no acervo do CEDOC da Fundação Romi fontes documentais sobre a história de Santa Bárbara d’Oeste. Hoje, através do arquivo que pode ser acessado nas plataformas digitais, projetos educacionais e visitações, promovemos o acesso gratuito através do banco de dados com milhares de documentos, fotografias, jornais, além de todas as atas das sessões camarárias, desde 1879 até 1999, as quais foram digitalizadas no acervo e agora passam por transcrição”.

 

 

Sobre o CEDOC

O Centro de Documentação Histórica da Fundação Romi é um espaço vivo de preservação da história, que além de resgatar todo o passado histórico de Santa Bárbara d’Oeste e região, atua na guarda, conservação e disponibilização do acervo da Fundação Romi e da Indústrias Romi – com destaque para o acervo do Romi-Isetta. Além de um espaço expositivo vivaz e dinâmico, o CEDOC realiza o projeto de Educação Patrimonial para crianças e adolescentes, realiza o Processamento Técnico de todos os documentos recebidos e ainda recebe exposições e palestras, promove visitas monitoradas e técnicas, oficinas de capacitação e experimentação. O CEDOC está localizado na Avenida João Ometto, 200, Jd. Panambi, em Santa Bárbara d´Oeste. (19) 3499-1558. www.fundacaoromi.org.br/cedoc.

Sobre a Fundação Romi

Seu legado iniciou em 1957, em Santa Bárbara d’Oeste, pelo casal Américo Emílio Romi e Olímpia Gelli Romi. Tendo como missão promover o desenvolvimento social e humano através da educação e cultura, a Fundação Romi é pioneira na promoção da comunidade regional e na realização de ações sociais, beneficiando mais de 30 mil pessoas, por ano, através de seus dois grandes eixos: Educação e Cultura. Mantenedora do Núcleo de Educação Integrada, sua escola de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, oportuniza a formação integral, autônoma e protagonista de crianças, adolescentes e jovens. Além disso, promove, por meio de seu Centro de Documentação Histórica, projetos de educação patrimonial para crianças do Ensino Fundamental I, para reconhecimento e conhecimento da história local como elemento de cultura e cidadania. Somado a isso, seu Centro de Documentação Histórica também realiza o Processamento Técnico da memória do município para guarda, preservação e disponibilização do acervo à população para consulta e pesquisa. Dentre as unidades da Fundação Romi também está a Estação Cultural de Santa Bárbara d´Oeste que, por meio de oficinas livres, culturais e de formação, projetos de fomento à economia criativa, de elevação do status cultural e de ações socioeducativas atende milhares de pessoas por ano. A Fundação Romi está localizada à Avenida João Ometto, 200, Jd. Panambi, em Santa Bárbara d´Oeste. (19) 3499-1555. www.fundacaoromi.org.br.

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