(Photo by Hector Vivas/LAT Images)
Por SB24Horas | Cidade do México
Nick Cassidy escreveu seu nome na história da Fórmula E neste sábado (10), ao conquistar a vitória no E-Prix da Cidade do México 2026, garantindo o primeiro triunfo da Citroën Racing na categoria mundial de monopostos elétricos. O resultado veio apenas na segunda corrida da equipe francesa no campeonato da ABB FIA Fórmula E, em uma atuação considerada estratégica, madura e tecnicamente impecável.
Largando fora do grupo da frente, o neozelandês protagonizou uma das maiores recuperações da era GEN3, avançando 12 posições ao longo da prova. Cassidy cruzou a linha de chegada à frente de Edoardo Mortara (Mahindra Racing), segundo colocado, e do atual campeão Oliver Rowland (Nissan), que completou o pódio em uma chegada extremamente apertada — os cinco primeiros separados por menos de um segundo.
Especialista em leitura de corrida, Cassidy foi cirúrgico ao escolher o momento exato para acionar os dois impulsos obrigatórios de 50 kW do MODO DE ATAQUE, com tração nas quatro rodas. A estratégia fez a diferença nas voltas finais, quando assumiu a liderança e conseguiu se defender com autoridade da pressão imposta por Mortara.
A vitória no México foi a quarta de Cassidy nas últimas cinco corridas, consolidando um início de temporada dominante. O piloto já havia subido ao pódio na abertura do campeonato, em São Paulo, quando terminou em terceiro.
Corrida intensa e cheia de reviravoltas
A largada foi marcada por ousadia. Taylor Barnard, jovem promessa britânica, atacou o pole position Sébastien Buemi (Envision Racing) logo na curva 1, forçando o suíço ao erro e assumindo a liderança ainda na primeira volta. Barnard chegou a sonhar com o feito histórico de se tornar o vencedor mais jovem da Fórmula E, mas acabou sendo empurrado para fora do top 5 nos momentos iniciais, finalizando em um respeitável quarto lugar.
Jake Dennis, vencedor da etapa de São Paulo, terminou em quinto, à frente de Pascal Wehrlein (Porsche). Um dos destaques da prova foi Pepe Martí (CUPRA KIRO), que superou uma penalização severa de 60 posições no grid e um Stop/Go após acidente no Brasil, para conquistar seus primeiros pontos na Fórmula E, finalizando em sétimo.
O top 10 ainda contou com Jean-Éric Vergne (Citroën), Nico Müller (Andretti) e Norman Nato (Nissan).
Estratégia, bandeiras amarelas e decisões no fim
A corrida teve momentos de tensão com bandeiras amarelas, especialmente quando Nyck de Vries precisou de auxílio na pista, prejudicando pilotos que haviam acabado de ativar o MODO DE ATAQUE, como Rowland. O incidente mudou completamente o cenário estratégico da prova.
Enquanto vários líderes ainda aguardavam o momento ideal para ativar seus boosts finais, Cassidy demonstrou frieza e leitura precisa da energia restante. Na volta 30, aproveitou a sobreposição de potência e assumiu a liderança de forma definitiva.
Nas voltas finais, a disputa foi intensa. Rowland chegou a ultrapassar dois carros de uma só vez para assumir o terceiro lugar, enquanto Mortara tentou pressionar Cassidy até o último metro. A defesa do neozelandês, porém, foi considerada exemplar, confirmando a vitória com autoridade no estádio Foro Sol.
Classificação do campeonato
Com o resultado, Nick Cassidy assume a liderança do Campeonato de Pilotos, com 40 pontos, seguido por Jake Dennis (36) e Oliver Rowland (34).
Na classificação por equipes, a Citroën lidera com 44 pontos, contra 36 da Andretti.
Já no Campeonato Mundial de Construtores, a Stellantis abre sete pontos de vantagem sobre a Porsche.
Em apenas sua segunda participação na Fórmula E, a Citroën já sobe ao topo do pódio, mostrando que chegou à categoria para disputar vitórias e títulos. E, no México, Nick Cassidy provou mais uma vez por que é considerado um dos grandes estrategistas da atual geração da Fórmula E.




