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Casos estáveis e mortes em queda confirmam tendência de desaceleração da pandemia na região de Campinas

Redação 1 de setembro de 2020 4 minutes read
  • Contém Suzano - YouTube

Taxa de ocupação de leitos intensivos diminui para 69%, mostra nota técnica do Observatório PUC-Campinas; especialistas pedem cautela à população

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Os números relativos a novos casos e mortes provocados por coronavírus apresentaram, na 35ª Semana Epidemiológica, correspondente ao período de 23 a 29 de agosto, estabilização e queda, respectivamente, tanto no Departamento Regional de Saúde de Campinas (DRS-Campinas), que integra 42 municípios, como na Região Metropolitana de Campinas (RMC). (VEJA NOTA COMPLETA)

O DRS-Campinas, atrás apenas da Grande São Paulo nas estatísticas de contaminações e mortes no Estado, registrou na oportunidade aumento de apenas 2% em novos casos e redução de 12% nos óbitos. A RMC, por sua vez, teve crescimento de 1,5% no número de infectados e diminuição de 10% na ocorrência de mortes ocasionadas pela covid-19.

Campinas, apesar de compor lista de municípios com maiores índices de mortalidade para cada 100 mil habitantes, exibiu no período taxas decrescentes de casos (-2,4%) e óbitos (-13,15%) por coronavírus. A melhora, já observada na semana epidemiológica anterior, quando a cidade teve declínio de 40% no número de infectados, acontece em meio à reabertura do comércio e demais atividades previstas no plano de flexibilização do Governo do Estado. Atualmente, os municípios que compõem o DRS-Campinas estão classificados na fase amarela.

Outro dado importante, segundo a nota, é a diminuição na taxa de ocupação de leitos intensivos por pacientes contaminados pela covid-19. O percentual é de aproximadamente 68,8%, levando autoridades a discutir a possibilidade de redirecionamento de leitos para outras patologias. Para o professor de Medicina da PUC-Campinas André Giglio Bueno, contudo, a população ainda não deve relaxar as medidas de prevenção contra a doença.

“É importante frisar que essa desaceleração, por si só, não nos levará ao fim da pandemia. Sem que uma vacina segura, eficaz e amplamente disponível esteja presente, é possível que saiamos de um cenário epidêmico para um cenário endêmico da doença, no qual as incertezas sobre o comportamento do nosso sistema imunológico, sobretudo no sentido de duração e qualidade da imunidade, nos trazem grande insegurança, alimentada ainda mais pela atual documentação de casos de reinfecção pelo mundo, ainda que pareça ser um evento raro”, diz o infectologista.

Do ponto de vista econômico e social, a flexibilização das atividades pode ter sido benéfica a alguns setores. Em julho, os setores da indústria, do comércio e de serviços exibiram aumento nas suas operações. No entanto, de acordo com o economista Paulo Oliveira, coordenador das análises referentes à covid-19 pelo Observatório, a recuperação é tímida e cercada de desafios, dado o atual contexto do emprego no país e o recente movimento inflacionário.

“Com o dólar alto, os preços para os produtores internos têm subido, embora ainda sem reflexos para o consumidor final. Em algum momento, porém, os aumentos nos custos dos insumos vão ser repassados. Neste contexto, a retomada da demanda interna, seja via consumo das famílias, seja via gasto do governo, deverá ser acompanhada de políticas de mitigação do crescimento de custos de insumos, como, por exemplo, a valorização do real frente ao dólar”, avalia o professor extensionista.

Até 29/08, data de encerramento da 35ª Semana Epidemiológica, o DRS-Campinas apresentava 85,9 mil casos de coronavírus, sendo 63,9 mil na RMC e 26,9 mil em Campinas. As estatísticas atualizadas podem ser obtidas no Painel Interativo do Observatório PUC-Campinas, disponível no site https://observatorio.puc-campinas.edu.br/covid-19.

Observatório PUC-Campinas

O Observatório PUC-Campinas, lançado no dia 12 de junho de 2018, nasceu com o propósito de atender às três atividades-fim da Universidade: a pesquisa, por meio da coleta e sistematização de dados socioeconômicos da Região Metropolitana de Campinas; o ensino, impactado pelos resultados obtidos, que são transformados em conteúdo disciplinar; e a extensão, que divide o conhecimento com a comunidade.

A plataforma, de modo simplificado, se destina à divulgação de estudos temáticos regionais e promove a discussão sobre o desenvolvimento econômico e social da RMC.  As informações, que englobam indicadores sobre renda, trabalho, emprego, setores econômicos, educação, sustentabilidade e saúde, são de interesse da comunidade acadêmica, de gestores públicos e de todos os cidadãos.

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