A malformação cardiovascular em bebês é mais comum do que muitos sabem e o acompanhamento no pré-natal é indispensável para o cuidado precoce.
Existem diferentes variáveis quando se fala de cardiopatias congênitas, sendo que muitas são diagnosticadas logo após o nascimento. Porém, alguns tipos só são descobertas após semanas ou anos de vida, inclusive existem diagnósticos na adolescência e na vida adulta.
Afinal, não é incomum uma pessoa chegar à fase adulta e nunca ter sentido qualquer manifestação do problema no coração. Mas, como identificar uma malformação cardiovascular? O problema é sério e envolve risco de morte?
Malformações congênitas está entre as principais causas de morte em bebês
Conforme publicado pelo Ministério da Saúde, malformações congênitas estão entre a segunda e terceira causas de morte mais comuns em bebês até o primeiro ano de vida. Mas isso não significa que todos os recém-nascidos com o problema apresentam a sua forma mais crítica.
De acordo com o órgão, a estimativa é de que a doença submeta cerca de uma criança a cada 100 nascimentos. Assim sendo, a incidência de casos de crianças cardiopatas pode estar entre 8 e 10 a cada 1000 nascidos vivos.
As malformações mais frequentes são as cardiopatias congênitas, responsáveis pelo maior número de internação hospitalar ainda nos primeiros meses e anos de vida da pessoa.
Em média, metade dos casos evoluem para cura de forma espontânea, bem como também ocorre sem manifestações graves ao bebê. Por apresentar um bom prognóstico, a cardiopatia acaba sendo detectada somente quando o indivíduo for adulto.
Mas, ainda existem os casos que acabam se agravando ainda nos primeiros dias de vida do bebê, as conhecidas cardiopatias congênitas críticas. Nestes casos, é essencial entrar com a estabilização do quadro e realizar o acompanhamento clínico, com profissionais especializados, conforme a necessidade.
Por meio do acompanhamento, bem como possíveis correções realizadas através de cirurgias ou, inclusive, cateterismo, a pessoa poderá usufruir maior qualidade de vida.
Cardiopatia congênita: como diagnosticar?
Problemas cardíacos congênitos nem sempre refletem o risco de morrer e por isso muitas pessoas podem chegar à vida adulta sem ao menos saber que possui alguma anomalia. Mas, também existem problemas que podem colocar em risco a vida de uma pessoa.
Para identificar e iniciar um tratamento precoce, o obstetra poderá solicitar uma ultrassonografia no pré-natal. Assim, por meio do exame clínico, será possível identificar diferentes tipos de anomalias congênitas, como as cardiopatias.
Ao ter o laudo conclusivo, o profissional especializado inicia o acompanhamento na gestação do bebê com malformação. Por meio desse tratamento especial, são iniciadas medidas precoces, o que contribui com uma gestação mais tranquila e o parto adequado, conforme o problema detectado.
Além disso, o diagnóstico precoce visa também o início do tratamento especializado, se necessário. Assim, diminui os possíveis riscos de óbito, bem como complicações, além de melhorar a qualidade de vida da criança, como destaca Maíra Botelho, secretária da SAES (Atenção Especializada à Saúde), ao site do Ministério da Saúde.
Vale saber que o Ministério da Saúde oferece o cuidado às pessoas com cardiopatias congênitas, incluindo atenção primária até a especializada. Mas, as gestantes que contam com o plano de saúde podem continuar sendo atendidas pelo seu obstetra, bem como também realizar os exames pelo sistema público de saúde, em locais especializados, conforme o tipo de problema que o bebê possui.
É importante falar com o obstetra do convênio médico e solicitar maiores informações, bem como encaminhamento para um atendimento mais especializado. Assim que a criança nascer, poderá ser encaminhada para hospitais, ambulatórios de especialidades e policlínicas, onde realizará consultas com os especialistas necessários.
Por: Andreia Silveira, editora de conteúdo no PlanoDeSaude.net.





