Calor, má posição e estresse podem fazer o corpo inchar

Foto: Corbis

Quem nunca sentiu, ao ficar parado em uma posição durante algum tempo, incomodo e inchaço? De acordo com o ginecologista do Hospital Federal da Lagoa (RJ), Napoleão Teixeira Leão, a falta de movimentação prejudica a anatomia das veias, o que dificulta o retorno venoso e faz o corpo inchar. “O calor também é um fator que pode causar inchaço. Isso porque ele faz com que as veias fiquem dilatadas e isso atrapalha a circulação do sangue. Já o estresse colabora para o aumento do nível hormonal, responsável pela retenção de líquido”, explica. Outros fatores como gravidez, excesso de sal, crises alérgicas e sobrepeso também contribuem para este mal-estar.

Segundo o ginecologista, para verificar se o inchaço é prejudicial ou não, é necessário apertar a região afetada com o dedo. “Dependendo do edema, a pele demora a voltar ao estado normal. Caso isso aconteça, pode ser um sinal de algo mais grave – como por exemplo uma doença relacionada ao coração, rim ou fígado. É melhor procurar um médico especialista para um tratamento adequado”, orienta. O risco é maior para mulheres, segundo Leão, e também para pessoas acima dos 40 anos. “Sedentários que já apresentam uma genética de veias fracas precisam adotar novos hábitos que favoreçam a circulação do sangue. Isso vai prevenir que algumas regiões inchem com maior facilidade.”

Exercícios periódicos, como caminhadas de 30 minutos, podem ser bons aliados no combate ao inchaço. No caso de quem trabalha durante todo o dia sentado, movimentar-se a cada duas horas também pode ajudar.

Dicas – Travesseiros ou almofadas para os pés e o calço na cama também são soluções, pois ao deixar os membros inferiores mais altos, a circulação fica facilitada. Outra dica é diminuir a ingestão de sal durante épocas de calor e priorizar alimentos mais leves e saudáveis. É importante lembrar também que, em viagens longas de carro ou ônibus, é preciso aproveitar os momentos de parada para alongar os braços e as pernas por pelo menos 10 minutos.
Fonte: Érica Santos / Comunicação Interna / Agência Saúde

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