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Cafeína: conheça mitos e verdades

Presente naturalmente em diversos grãos e plantas, a substância desenvolve diversos efeitos sobre o organismo humano

 

Originária da língua árabe, a palavra “café” significa “força”. Conhecida por ser uma bebida que acelera o metabolismo, o café é originário das regiões altas da Etiópia, região pertencente ao Chifre Africano.

 

Alguns registros dizem que o consumo da bebida começou por volta de 575 d.C., época em que os etíopes se alimentavam da polpa do fruto, que era macerada ou misturada em banha.

 

A partir dos frutos, os etíopes também produziam uma espécie de suco, que se transformava em bebida alcoólica após ser fermentado – suas folhas também eram utilizadas na preparação de chás.            O café só chegou no Ocidente em 1615, na cidade italiana de Veneza, por meio das rotas comerciais recorrentes do período mercantil.

 

Já a cafeína é a substância responsável por acelerar o metabolismo. Contudo, esse alcalóide também é encontrado nas sementes de cacau, em folhas de plantas, refrigerantes, erva mate e até mesmo em medicamentos.

 

Absorção pelo organismo

Os efeitos da cafeína são intensificados quando ela é consumida na forma anidra (ou seja, sem a adição de água).

Quando ingerida, a substância é absorvida rapidamente no trato digestório e atravessa com facilidade as membranas celulares para, então, ser metabolizada no fígado.

 

O pico dos níveis de cafeína no sangue ocorre uma hora após a ingestão. Transcorridas de três a seis horas após o consumo, entre 50 e 75% da substância é eliminada pela urina.

 

Mitos

Um dos mitos mais comumente divulgados é o de que cafeína vicia. Embora as pessoas que consumam cafeína regularmente afirmam sentir dores de cabeça ou sonolência quando interrompem a sua ingestão, esse sintomas geralmente duram poucos dias e podem ser evitados se o consumo de cafeína for reduzido gradativamente.

 

Outra ideia equivocada diz que a cafeína aumenta as chances de doenças cardíacas. A substância é capaz de provocar um aumento ligeiro e temporário da pressão sanguínea, efeito semelhante ao ocorrido quando subimos uma escada. Pessoas hipertensas, que apresentam alterações contínuas da pressão arterial, são a única ressalva do consumo, uma vez que necessitam consultar um médico cardiologista antes de realizar a ingestão de cafeína.

 

A substância também não aumenta os riscos de câncer, nem é considerada fator de risco para a osteoporose. A perda de cálcio pela urina a partir do consumo da substância é mínima, sendo incapaz de afetar a densidade óssea quando ingerida em quantidades normais.

 

Efeitos

A cafeína impede a atuação da adenosina, substância inibidora do sistema nervoso muito importante na regulação do sono. A alta concentração de adenosina gera a sensação mútua de cansaço e relaxamento, caracterizada geralmente como ansiedade .

 

Além de competir com a adenosina, a cafeína potencializa também a liberação de  neurotransmissores, como a acetilcolina, a noradrenalina e a dopamina, responsáveis por nos manter em alerta, aumentar a contração dos músculos cardíacos e a dilatação das veias.

A cafeína é capaz de alcançar o cérebro sem a necessidade de células neurotransportadoras. Além de aumentar a concentração, reduz a sensação de cansaço e fadiga, o que explica o seu uso por pessoas que passam horas estudando, por exemplo.

Além de estimular o centro respiratório, essa substância tem efeitos sobre o sistema muscular, a partir da vasodilatação dos músculos, aumento da resposta contrátil, redução do uso de glicogênio (principal reserva energética do organismo humano) e aumento da utilização de gorduras. Por ser capaz de aumentar o rendimento esportivo, a cafeína é utilizada pela maioria dos atletas de elite.

 

Como toda bebida ou alimento, a cafeína deve ser consumida com moderação. Apesar de todos os benefícios, seu uso é contra indicado para algumas pessoas, como as que sofrem de glaucoma e grávidas (durante a gestação ou no período de amamentação).