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Cães podem ter doenças neurológicas?

Entenda como diferentes patologias podem afetar a vida do seu companheiro.

 

Existem problemas capazes de atingir o seu cachorro que independem de raça, idade ou porte do animal. As doenças neurológicas apresentam causas e sintomas variados e, muitas vezes, passam despercebidas pelos tutores. Isso faz com que não haja diagnósticos precoces ou que eles sejam feitos de forma equivocada, atrasando o tratamento.

 

Portanto, para evitar que a emergência veterinária com o seu companheiro seja ainda mais grave, é preciso conhecer um pouco mais sobre algumas das principais condições que os acometem. Este artigo traz mais detalhes sobre elas e o que pode ser feito para solucionar o problema.

Síndrome vestibular idiopática

Esta síndrome afeta o funcionamento do sistema vestibular do cachorro, responsável por seu equilíbrio e orientação espacial. É por meio dele que o animal evita quedas, vertigens e perdas de equilíbrio, podendo se locomover normalmente.

 

Esta doença recebe a classificação de idiopática quando sua causa não é identificada. Com predominância em cães idosos, os sintomas aparecem repentinamente, com a possibilidade de desaparecer rapidamente ou perdurar por muito tempo.

 

Entre os sintomas, é possível citar desorientação, estrabismo, tontura, náusea, cabeça torcida ou inclinada e deslocamento em círculos. O tratamento irá depender da avaliação médica, com o veterinário indicando o melhor procedimento. Para auxiliar nesse processo, ele também pode indicar outros medicamentos para ajudar o animal a se livrar dos sintomas.

Epilepsia

A epilepsia é uma condição que também pode acometer os cãezinhos. Ela tem origem genética e pode ser passada de geração em geração. Ela acontece sobretudo em cães mais novos, entre 6 meses e 3 anos, e é responsável por causar convulsões repetitivas em intervalos regulares.

 

As convulsões são desencadeadas da seguinte maneira: há uma descarga elétrica anormal no cérebro do cachorro, que o leva à inconsciência e uma série de contrações musculares involuntárias. O tutor pode perceber que o animal está prestes a ter uma convulsão por causa de outros sintomas, como vômitos, salivação excessiva e movimentos estereotipados.

 

Não existe cura específica ou tratamento preventivo para a condição. No entanto, é possível ter uma redução no número de episódios por meio do uso de remédios. Normalmente, os veterinários receitam o bromuro de potássio e o fenobarbital para realizar esse controle. Também será preciso acompanhamento constante para ver se está tudo em ordem.

Espondilomielopatia cervical

A doença ataca a coluna dos cachorros, especialmente os de grande porte. Ela é caracterizada pela compressão da medula espinal cervical e é causada pela falta de articulação ou má-formação das vértebras cervicais e tecidos brandos adjacentes. Geralmente, ela atinge animais entre 4 e 10 anos de idade.

 

As raças que costumam apresentar predisposição para essa condição são o Dog Alemão e o Doberman, especialmente. Ela é de difícil detecção nos estágios iniciais, sendo percebida após a manifestação de sinais neurológicos mais avançados como dificuldade de locomoção, incoordenação de membros pélvicos e paralisia parcial ou completa dos membros pélvicos.

 

O tratamento depende do estágio da doença. Em casos de sintomas leves, corticoides podem ser utilizados para resolver a questão. Porém, em casos mais graves, a cirurgia pode ser recomendada. Caberá ao veterinário realizar a análise apropriada de como proceder.

Hidrocefalia

A última condição da lista é uma doença que se caracteriza pelo acúmulo excessivo de líquido cefalorraquidiano no sistema ventricular do animal. Isso faz com que aconteça uma dilatação anormal capaz de afetar um ou os dois lados do cérebro.

 

As causas da condição são diversas, como pancadas, tumores, infecções ou congênitas. Maltês, Yorkshire, Poodle e Chihuahua são raças com predisposição a ter a doença. Os sintomas mais comuns são olhos saltados, baixo aprendizado, cabeça inchada e crânio deformado, sonolência, convulsões e andar cambaleante.

 

Como nos outros casos, o tratamento depende da gravidade da condição. Em situações mais simples, o uso de medicamentos pode ser suficiente. Já nos mais complicados, é necessária a realização de cirurgia e introdução de um sistema de drenagem por meio de sonda, com o objetivo de evitar ou minimizar os danos ao cérebro. Portanto, quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhor.