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Business Intelligence: como a ferramenta está modernizando o serviço público brasileiro

Lembrados por serem custosos e ineficientes, os órgãos públicos brasileiros têm adotado diversas tecnologias, como as ferramentas de Business Intelligence para modernizar o funcionalismo público brasileiro.

 

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2017, os gastos com os servidores públicos brasileiros passaram de 10% do Produto Interno Bruto (PIB), chegando a um montante de R$ 725 bilhões. E é consenso entre os brasileiros a ideia de que o funcionalismo público é caro e pouco eficiente.

 

Para tentar mudar essa visão, alguns órgãos têm investido em diversas tecnologias com o objetivo de modernizar o serviço e torná-lo mais rápido, eficiente e objetivo. São softwares como os de Business Intelligence (BI) que fazem uma complexa  análise de grande volume de dados e ajudam, por exemplo, no diagnóstico preditivo, isto é, de cenários futuros.

 

Além de reduzir o custo com funcionários, que geralmente faziam análises manualmente, e de dar mais celeridade aos processos, a implementação de tecnologias como as de BI dão mais liberdade e especialização para os órgãos públicos.

 

Mas o uso de tecnologias, como os softwares de BI, também visam à construção de uma nova imagem do funcionalismo público brasileiro.

Por que o BI é usado na gestão pública?

As ferramentas de Business Intelligence (BI) são utilizadas para a gestão de grande volumes de informação e dados, por isso ela pode ser considerada uma tecnologia de informação. O principal objetivo das ferramentas BI é não apenas compilar as informações, mas dar subsídios para tomadas de decisão eficientes e racionalizadas.

 

Ferramentas do tipo, com características e objetivos como esses, são muito eficientes para o serviço público brasileiro, isso porque alguns órgãos e setores lidam com um grande volume de dados.

 

Uma prefeitura de pequeno porte, por exemplo, tem um volume grande de dados: arrecadação de impostos, taxa de inadimplência dos munícipes, processos administrativos, gastos com secretarias, etc.

 

Agora, imagine prefeituras de grandes metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro: o volume de dados é exponencialmente maior. Ou mesmo os estados e a União. Há um volume colossal de informações e dados que precisam ser compreendidos, controlados e, principalmente, gerar informações para que sejam traçadas estratégias e tomadas de decisão.

 

Por isso que ferramentas como as de inteligência de negócio podem ser tão produtivas para a administração pública.

Pioneirismo de Sergipe e Santa Catarina

Vários órgãos públicos, sejam na esfera municipal, estadual ou mesmo federal já utilizam o BI em suas operações. Mas, recentemente, dois estados ganharam destaque como pioneiros da implementação desses serviços: Sergipe e Santa Catarina.

Sergipe: uso na área fiscal

Em 2017, o estado de Sergipe divulgou que a sua Secretaria da Fazenda (Sefaz) começara a utilizar plataformas de Business Intelligence para ter mais controle dos dados da área fiscal, mais precisamente, a área de arrecadação de impostos.

 

A grande oportunidade que a administração pública enxergou, na ocasião, foi a de ter um controle maior sobre os dados fiscais ou seja, criar um banco de dados próprio, já que, nos anos anteriores os funcionários precisavam pedir auditorias externas, o que era extremamente burocrático – já que esse processo também deve ser feito por licitação pública.

 

Além de burocrático, esse processo demandava tempo e era muito suscetível a erros, por serem feitos – a grande maioria deles – sem o auxílio de softwares.

Análises preditivas são grande destaque

No caso da Secretaria da Fazenda sergipana, o grande destaque da implementação de ferramentas de BI foi a possibilidade de gerar análises preditivas, isto é, de fazer previsões com alto nível de precisão sobre o comportamento dos próprios contribuintes, como seria a arrecadação e, em síntese, quanto de verba o governo teria disponível.

 

Entre novembro e dezembro de 2016, por exemplo, os auditores fizeram uma projeção de arrecadação que teve uma margem de erro de apenas 2%. Com isso, o estado já tinha conhecimento muito aproximado do quanto teria de arrecadação em seus cofres, facilitando o planejamento orçamentário.

Santa Catarina: BI a serviço da Justiça

Já em Santa Catarina as ferramentas de BI foram utilizadas no Tribunal de Justiça do estado, o TJSC, com o objetivo de entender a produtividade dos juízes catarinenses, isto é, quantos processos eles recebem por mês, quantas sentenças proferem, qual o tempo gasto em cada processo, etc.

 

Com isso, além de conhecer mais a fundo a própria dinâmica do tribunal e entender como os recursos de tempo e dinheiro estão sendo gastos, os magistrados também conseguem criar cronogramas de ação e traçar metas de produtividade condizentes com o quadro do órgão.

 

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