
A seleção brasileira encerrou na quinta colocação a final por equipes do Mundial de Ginástica Artística, evento que reúne as principais potências da modalidade em Roterdã (Países Baixos). Nesta quarta-feira (21), o quinteto amarelinho, capitaneado pelas medalhistas olímpicas Rebeca Andrade e Flávia Saraiva, acumulou 159.730 pontos, sustentado por apresentações com poucas falhas e ausência de quedas.
A primeira colocação ficou com a China (165.764), que interrompeu um jejum de 20 anos sem vitórias no torneio e encerrou a hegemonia dos Estados Unidos. Após sete títulos mundiais, as norte-americanas (165.531) obtiveram a prata. O Japão (164.063) conquistou o bronze, seis décadas após alcançar o pódio mundial pela primeira vez. Além das medalhas, as três nações garantiram classificação para a Olimpíada de Los Angeles (LA 2028). A França (161.130) terminou na quarta posição.
Apuradas para a decisão na oitava e última colocação na última segunda (19), quando totalizaram 159,131, as brasileiras registraram a única evolução pontual entre as finalistas, avançando do 8º para o 5º lugar. Além de Rebeca e Flavinha, a equipe Amarelinha integra Lorrane Oliveira, Thais Fidelis, Sophia Wesiberg e Gabriela Bouças (reserva).
“Nosso principal objetivo era a classificação para o Mundial de 2027 [as oito equipes finalistas garantiram presença]. Sabemos que a caminhada é dura. O primeiro passo a gente já demos. Agora é continuar treinando. Não há segredos, já sabemos como é”, disse Flavinha, referindo-se à próxima edição, que distribuirá vagas olímpicas às primeiras nove equipe colocadas.
O desempenho de maior destaque do Brasil na final ocorreu no salto, com somatório de 41.433. Abrindo as apresentações no aparelho, Flavinha obteve nota 13.000 após um passo para trás na aterrissagem. Na sequência, a estreante Sophia Weisberg, de 16 anos, destacou-se ao executar com precisão uma dupla pirueta que não havia completado no qualificatório. Sendo a caçula da equipe, Sophia registrou 14.033. Por fim, Rebeca Andrade realizou saltos de execução irrepreensível e aterrissou com exatidão, cravando nota 14.400.
Detentora do bronze olímpico em Paris 2024, a seleção feminina contabilizou hoje 40.532 na trave, 39.132 nas paralelas assimétricas e 38.633 no solo.
O Brasil mantém perspectivas de pódio. Na próxima sexta (23), Flavinha e Lorrane Oliveira disputam a final do individual geral. No dia posterior, Rebeca competirá pela medalha no salto. Já no domingo (25), Flavinha participa da final da trave.
Programação
QUINTA (22)
14h30 às 17h – Final do individual geral masculino
SEXTA (23)
14h30 às 17h – Final do individual geral feminino
SÁBADO (24)
9h às 13h – Finais por aparelhos (primeiro dia)
Masculino: solo, cavalo com alças e argolas
Feminino: salto e barras assimétricas
DOMINGO (25)
10h às 14h – Finais por aparelhos (segundo dia)
Masculino: salto, barras paralelas e barra fixa
Feminino: trave de equilíbrio e solo






