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Black Friday: como evitar as fraudes e fazer bons negócios?

O administrador e especialista em marketing Edmir Kuazaqui explica como não cair nas armadilhas das propagandas enganosas e traz dicas de consumo consciente

Na próxima sexta-feira (26) acontece a Black Friday 2021, um dos eventos de varejo mais aguardado por lojistas e consumidores que esperam a data para aproveitar os grandes descontos em produtos de diversas categorias e, assim, economizar nas compras de fim de ano.  

No entanto, antes de encher o carrinho de produtos, é importante ficar atento a alguns detalhes, afinal, desde a primeira edição da Black Friday no Brasil, em 2010, o número de reclamações feitas nos órgãos de defesa do consumidor é bem expressivo. Em 2020, por exemplo, o site Reclame Aqui registrou 140 mil contestações, uma alta de 15,5% em comparação a 2019. 

Para orientar sobre como fazer bons negócios, o administrador e especialista em marketing Edmir Kuazaqui, coordenador do Grupo de Excelência de Relações Internacionais e Comércio Exterior – GERICE, do Conselho Regional de Administração de São Paulo – CRA-SP, traz uma série de recomendações sobre os cuidados necessários para não cair nas armadilhas das propagandas enganosas e falsas promoções, além de dicas para o consumo consciente. 

Pesquise e compare os preços

De acordo com Kuazaqui, o primeiro passo é consultar a idoneidade das empresas nos sites oficiais de reclamações, como o Procon e o Reclame Aqui. Neles, é possível saber quais são as instituições mais citadas neste período de vendas. 

Além disso, ele sugere, também, comparar as ofertas anunciadas nas lojas físicas e on-line. Geralmente, os valores das lojas virtuais são mais vantajosos, porém, se uma loja física estiver reduzindo seu preço, vale verificar como o produto está sendo ofertado no ambiente digital. Se após a comparação a melhor opção for a loja online, a dica é checar se o site é seguro, antes de efetuar a compra. “Alguns consumidores estão monitorando os preços desde outubro, para aproveitar melhor as ofertas”, revela.

Outro ponto que o administrador considera fundamental é desconfiar de propostas “maravilhosas” que prometem inúmeras vantagens, mas que, na verdade, só enganam o consumidor. “A oferta deve ser analisada com atenção e sob um ponto de vista mais racional”, orienta.

Se sua opção for a de adquirir produtos importados, saiba que é preciso ter um cuidado especial, pois a compra envolve uma série de obrigações por parte dos vendedores estrangeiros, como a própria qualidade do produto, características técnicas, prazo de entrega, assistência técnica e manutenção, além da possível devolução do que foi pago. 

Evite comprar por impulso

Segundo Kuazaqui, muitas pessoas são motivadas para o consumo pela chance de adquirir um bem com algum tipo de vantagem financeira. No entanto, ele explica que a oportunidade só é positiva se o consumidor realmente necessitar do produto e não porque ficará satisfeito em aproveitar uma pseudo-oportunidade de negócios. 

“O fator psicológico é muito aplicado na comunicação de venda e, por vezes, o consumidor é influenciado a adquirir algo mais sob o ponto de vista emocional do que racional. Este período de flexibilização do distanciamento social está influenciando também neste tipo de comportamento de consumo. E as empresas estão cientes deste fato”, explica o administrador.

Outro ponto importante é analisar se a compra não compromete o orçamento e conferir as condições de pagamento à vista e parcelado. “Por uma questão de custo e oportunidade, as pessoas realizam a compra contando com a possibilidade de reduzir alguma despesa futura, e não conseguem. Muitos consumidores se endividam, por exemplo, no cartão de crédito e depois se arrependem, em razão de ter gasto mais do que deveriam”, comenta.

Por este motivo, Kuazaqui aconselha pesquisar muito e não comprar aleatoriamente. “Se a compra for um bom negócio, com certeza a dissonância cognitiva será positiva, não havendo arrependimento por parte do consumidor. Há empresas responsáveis que trabalham de acordo com os padrões éticos comerciais e geralmente são elogiadas nas redes sociais, portanto, vale pesquisar as redes das instituições”, conclui.

Sobre Edmir Kuazaki: Doutor e mestre em Administração pela Universidade Mackenzie, nas linhas de pesquisa de comércio exterior, marketing e gestão de pessoas. Pós-graduado em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Graduado em Administração com habilitação em Comércio Exterior pelas Faculdades de Administração e Ciências Contábeis Tibiriçá. Coordenador do Grupo de Excelência de Relações Internacionais e Comércio Exterior – GERICE. Palestrante e conferencista internacional, com experiências na França, Portugal, Finlândia, Lituânia, Turquia e Estados Unidos, entre outros. Ex-executivo de carreira em empresas multinacionais. Consultor presidente da Academia de Talentos. Autor de livros, capítulos e artigos publicados no Brasil e internacionalmente.

Sobre o Grupo de Excelência em Relações Internacionais e Comércio Exterior – GERICE: Fundado em 2015, o grupo tem entre seus objetivos debater temas de relevância contemporânea, como o marketing e as relações internacionais, com foco no Brasil.

 

 

Sobre o CRA-SP: O Conselho Regional de Administração de São Paulo – CRA-SP é uma autarquia federal, criada em 1968 (três anos após a regulamentação da profissão de Administrador) que, atualmente, reúne cerca de 65 mil registrados, entre pessoas físicas e jurídicas. Embora suas principais funções sejam o registro e a fiscalização do exercício profissional nas áreas da Administração, o CRA-SP tornou-se referência na qualificação de profissionais, ao disponibilizar, de forma gratuita, palestras e eventos em um ambiente onde o conhecimento é tratado como uma poderosa ferramenta, capaz de promover profundas mudanças sociais. Atualmente, o CRA-SP é presidido pelo Adm. Alberto Whitaker.