Skip to content
Primary Menu
  • Brasileirão 2026
  • Formula E
  • Santa Bárbara d´Oeste
  • Feiras Livres
  • Brasil / Mundo
  • Região
  • Política
  • Social
  • Musa 24 Horas
  • Auto Motor
  • Saúde
  • Opinião
  • Dennis Moraes
  • Iron Podcast
  • TV24HORAS
Light/Dark Button
  • SAIBA MAIS
SB24HORAS

SB24HORAS

Notícias na hora certa!

  • Saúde

AVC mata uma pessoa a cada 6 minutos no Brasil

Dennis Moraes 9 de outubro de 2026 8 minutes read
AVC

Crédito: Magnific

  • CLIQUE E SAIBA MAIS

Avanço das internações e milhares de mortes pela doença ampliam o alerta da campanha mundial, reforçada pela Rede Brasil AVC

  • SAFE GREEN - CERTIFICADO DIGITAL

O Acidente Vascular Cerebral (AVC), uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo, já matou 50.424 pessoas e provocou 182.253 internações no Brasil nos primeiros sete meses de 2026, segundo dados do DATASUS. O volume representa uma média de 860 internações e 238 mortes por dia no período — um óbito a cada 6 minutos.


O cenário ocorre após as internações por AVC crescerem 23,6% entre 2020 e 2025, passando de 236.930 para 292.930 registros.


Embora o AVC seja mais frequente em pessoas mais velhas, o crescimento das internações entre adultos jovens também acende um alerta. Dados do Ministério da Saúde mostram que, entre pessoas de 15 a 49 anos, as internações por AVC aumentaram 16,9% entre 2020 e 2025, passando de 34.896 para 40.788 registros.


Ainda em 2026, os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com internações e tratamento hospitalar relacionados ao AVC já somam R$ 216,1 milhões.

Os números ganham relevância no mês marcado pelo Dia Mundial do AVC, celebrado em 29 de outubro. A campanha da World Stroke Organization, reforçada em território brasileiro pela Rede Brasil AVC, chama a atenção para o reconhecimento dos sinais da doença e a busca rápida por atendimento de emergência.


O AVC pode acontecer de duas maneiras. Uma delas é o tipo hemorrágico, quando há rompimento de um vaso cerebral, provocando hemorragia, que pode ocorrer dentro do tecido cerebral ou na superfície do cérebro. É responsável por cerca de 15% dos casos de AVC, mas apresenta maior risco de morte.

Já o AVC isquêmico ocorre quando há obstrução de uma artéria, impedindo a passagem de sangue e oxigênio para as células cerebrais. Essa obstrução pode ocorrer devido a uma placa de gordura ou a um coágulo proveniente do coração. O AVC isquêmico é o mais comum e representa cerca de 85% dos casos.


Em um episódio de AVC, cada minuto conta, como enfatiza a campanha mundial deste ano. Por isso, é fundamental saber identificar os sintomas. “A cada minuto em que o AVC isquêmico não é tratado, a pessoa perde 1,9 milhão de neurônios. Sinais como fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo; confusão, alteração da fala ou compreensão; alteração na visão (em um ou ambos os olhos); alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar; e dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente, são alertas”, explica a neurologista Dra. Sheila Martins, presidente da Rede Brasil AVC.

A especialista destaca que uma sigla fácil de lembrar, VÁ De SAMU, pode auxiliar na identificação do AVC.

“O ‘VA’ de Visão Alterada’, o ‘De’ de ‘Desequilíbrio’, o ‘S’ é de ‘sorria’: peça à pessoa para sorrir e observe se a boca fica torta. O ‘A’ é de ‘abrace’: peça para levantar os dois braços e veja se um deles está fraco. O ‘M’ é de ‘mensagem’ ou ‘música’: peça para a pessoa falar alguma coisa e observe se a fala está alterada. E o ‘U’ é de ‘urgente’: diante de qualquer um desses sinais, é preciso ligar imediatamente para o SAMU, pelo 192.”

AVC em jovens acende alerta

Embora seja mais frequente entre pessoas mais velhas, levantamento do Ministério da Saúde mostra que a trajetória de AVC entre pessoas de 14 a 50 anos foi de crescimento praticamente contínuo: foram 36.841 internações em 2021, 39.724 em 2022, 41.646 em 2023 e 42.269 em 2024, o maior número registrado no período.

Os números reforçam a necessidade de atenção também entre os mais jovens. “O crescimento das internações por AVC em adultos jovens é um alerta importante. Estamos falando de uma faixa etária que, muitas vezes, não se considera sob risco e, por isso, pode demorar a reconhecer os sintomas e procurar atendimento”, salienta a Dra. Sheila.

Entre as causas e fatores de risco para AVC nessa faixa etária estão doenças cardíacas não diagnosticadas, uso de anticoncepcionais associado ao tabagismo, histórico familiar, hipertensão arterial, diabetes e colesterol elevado.

Hábitos não saudáveis, como alimentação inadequada, sedentarismo, consumo excessivo de álcool e uso de drogas ilícitas, além de fatores como sono inadequado, também podem contribuir para aumentar o risco cardiovascular e de AVC.

A especialista ressalta que o acesso ao tratamento do AVC para jovens apresenta desafios particulares que podem impactar significativamente a recuperação e a saúde a longo prazo. Um deles é o atraso no diagnóstico. “Os sintomas de AVC nessa população podem ser confundidos com outras condições, como enxaqueca, intoxicação por substâncias ou outros diagnósticos. A baixa suspeita de AVC em pessoas jovens pode atrasar o reconhecimento da doença e, consequentemente, o início do tratamento”, explica.

O AVC em jovens tem consequências significativas. Além dos danos físicos e cognitivos, ele interfere diretamente na vida social e produtiva do paciente. “Uma pessoa de 30 anos que sofre um AVC pode ficar com sequelas que a impedem de trabalhar, estudar ou cuidar dos filhos. Isso impacta não apenas o indivíduo, mas toda a estrutura familiar e econômica ao seu redor”, frisa.

Entre 80 e 90% dos AVCs estão associados a fatores de risco potencialmente modificáveis, e grande parte pode ser prevenida com hábitos saudáveis e controle adequado dos fatores de risco. “É fundamental conhecer e controlar a pressão arterial, diabetes e colesterol, identificar e tratar arritmias cardíacas (fibrilação atrial), não fumar, praticar atividade física, manter uma alimentação saudável, evitar obesidade e realizar acompanhamento médico adequado. Prevenção e reconhecimento rápido dos sintomas podem salvar vidas e evitar incapacidade”, enfatiza.

Tratamento de AVC no SUS


O Brasil vive também um momento importante de avanço na organização do cuidado ao AVC. Em setembro, o tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) foi reforçado com a sanção de projeto de lei que prevê a ampliação da oferta de medicamentos trombolíticos na rede de urgência e emergência.

Os medicamentos trombolíticos podem ser utilizados no tratamento do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e do AVC isquêmico. No AVC, atuam na dissolução do trombo que obstrui o vaso sanguíneo, permitindo restabelecer a circulação cerebral. Quando administrados rapidamente e nos pacientes adequadamente selecionados, aumentam a chance de uma boa recuperação e reduzem o risco de sequelas.


“Essa lei representa um avanço histórico para ampliar o acesso ao tratamento do AVC no Brasil. No AVC, cada minuto conta: levar o tratamento adequado para mais perto do paciente significa aumentar a chance de sobrevivência e, principalmente, reduzir as sequelas”, afirma a Dra. Sheila Martins.


Também em setembro, o Ministério da Saúde instituiu o Comitê de Acompanhamento da Implementação das Linhas de Cuidado dos Agravos Cerebrovasculares e Cardiovasculares Tempo-Dependentes: AVC e IAM. O grupo tem entre seus objetivos definir estratégias, critérios e parâmetros para qualificar a assistência aos pacientes que sofreram infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral.

A Rede Brasil AVC trabalha há 18 anos junto ao Ministério da Saúde para fortalecer e estruturar a linha de cuidado do Acidente Vascular Cerebral na rede pública de saúde. Esse trabalho avança agora para uma nova etapa, com o mapeamento da estrutura existente no país, a identificação dos vazios assistenciais e o planejamento da expansão da rede de atendimento.

No Dia Mundial/Nacional do AVC será lançado um documento completo de Diagnóstico Situacional, Plano de Expansão e Monitoramento do AVC, estruturado para subsidiar gestores de saúde e orientar a ampliação progressiva do acesso ao diagnóstico e ao tratamento do AVC no país. “Não basta ter o tratamento. É preciso ter uma rede preparada para reconhecer o paciente, encaminhar, tratar e acompanhar. Nosso objetivo é fazer com que o local onde uma pessoa vive não determine sua chance de sobreviver a um AVC ou de viver sem sequelas”, destaca Sheila Martins.Sobre a Rede Brasil AVC

Organização não governamental criada em 2008 com a finalidade de melhorar a assistência, educação e pesquisa sobre o AVC em todo o país. É formada por profissionais de diversas áreas que, unidos, lutam para diminuir o número de casos da doença, melhorar o atendimento pré-hospitalar e hospitalar ao paciente, melhorar a prevenção ao AVC e propiciar a reabilitação precoce e reintegração social. Mais informações pelo site: www.redebrasilavc.org.br.

About the Author

Dennis Moraes

Administrator

Jornalista, Hoster do Iron Podcast e CEO do Grupo Dennis Moraes de Comunicação

Visit Website View All Posts
Tags: acidente vascular cerebral AVC AVC em jovens Dia Mundial do AVC Ministério da Saúde neurologia prevenção ao AVC Rede Brasil AVC SAMU 192 saúde pública Sheila Martins sinais de AVC SUS urgência e emergência VÁ De SAMU

Post navigation

Previous: Itinerantes: Kombi no Circo no Engenho Central, dia 12 de Outubro.
Next: Calderano vence 3ª e terá Felix Lebrun pela frente no Smash China

Leia também:

Dentista
  • Saúde

Dentista pode receitar Mounjaro? E fazer botox?  

Dennis Moraes 6 de outubro de 2026
audiencia publica da saude 01
  • Santa Bárbara d´Oeste
  • Saúde

Audiência pública aponta mais de R$ 190 milhões aplicados na Saúde de Santa Bárbara em 2026

Dennis Moraes 30 de setembro de 2026
dentista
  • Saúde

Mapa odontológico: os estados brasileiros que mais buscam por “dentista perto de mim”

Dennis Moraes 28 de setembro de 2026
  • CLIQUE NA IMAGEM
  • Quem Somos
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Expediente

Tags

#SantaBárbaraD'Oeste Americana Bebel Brasil campanha Crianças cultura Câmara Municipal DAE Dengue Dennis Moraes desenvolve sbo Economia educação emprego fiscalização informações inscrições LBV Nova Odessa Obras opinião PAT piracicaba prefeitura prevenção Rafael Piovezan santa barbara doeste SantaBarbaraDOeste Santa Bárbara Santa Bárbara d´Oeste saúde saúde pública SaúdePública SB24Horas SBO sbocity solidariedade Sustentabilidade Suzano Tivoli Shopping TivoliShopping Vacinação vagas Vereadores
  • APOSERV SERVIÇOS PREVIDENCIÁRIOS
  • APOSERV SERVIÇOS PREVIDENCIÁRIOS
  • APOSERV SERVIÇOS PREVIDENCIÁRIOS

Desenvolvido por Dennis Moraes - Portal SB24HORAS

Menu
  • Quem Somos
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Expediente