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Assim como o Brasil alinha-se aos EUA, Maduro está alinhado à Rússia de Putin

A América do Sul não é Vietnã

Não é novidade alguma que o governo brasileiro alinhou-se aos EUA no atual cenário da geopolítica.

As razões são diversas, de ordem econômica e política.

O fato de o Brasil estar alinhado aos EUA não significa de forma alguma que o Brasil está submetido às determinações do EUA em face da crise venezuelana.

Em outras palavras, o Brasil tem estatura diplomática para enfrentar os problemas do caos venezuelano como melhor entender.

Há uma certa inocência na crença de que a troca de afagos entre os presidentes de Brasil e EUA importe em adesão irrestrita ao pensamento norte-americano no caso da Venezuela.

Na crise venezuelana as Forças Armadas Brasileiras tem agido dentro dos mais estritos limites determinados pelo art. 142 da Constituição.Até o presente momento as Forças Armadas atuam cumprindo o papel de observação, segurança de fronteira e facilitação das ações humanitárias.

Esse é o papel que se espera, sendo correta a posição de cautela e de reação condicionada a uma eventual agressão venezuelana.

Dr Cassio Faeddo
Faeddo Advogados Associados

Assim como o Brasil alinha-se aos EUA, Maduro está alinhado à Rússia de Putin. A América do Sul não é Vietnã

Não se mede forças com quem não tema nada a perder. Este é o caso de Maduro. Quem age temerariamente está disposto a tudo. Quando Maduro afirma que a Venezuela não vai ceder, o que quer dizer é: Eu não vou ceder.

Uma digressão, porém com pertinência ao momento: Em 1982 a junta militar que governava a Argentina também não tinha nada a perder. Naquele ano, o general Galtieri determinou a ocupação das ilhas Malvinas ou Falklands, detonando uma guerra contra a Grã-Bretanha. O final é de conhecimento de todos.

Maduro tem o apoio das Forças Armadas Venezuelanas. Chaves e Maduro aparelharam, no decorrer dos anos, o governo com militares em postos chaves. Ou seja, quando se fala em derrubar Maduro, se fala em derrubar toda a estrutura que o cerca. Enquanto perdurar o apoio desta estrutura não haverá renúncia.

Em 2018, o Military Strenght Ranking (Global Firepower) posiciona a Venezuela no 46º lugar no ranking do poderio militar.

Não importa ilações sobre a manutenção e atual estado material destas forças que foram enriquecidas com equipamentos Russos e Chineses. Tampouco se russos e chineses continuam a apoiar o não. O fato é que o poder bélico do Século XXI não precisa de muito para provocar danos humanos irreparáveis.

Não é caso de medição de forças, mas de posicionamento pela razão. Nesse sentido o Brasil até o momento caminha bem.

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