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Aprenda a escolher um bom protetor solar

As farmácias, mercados e lojas na internet estão cheias de opções de proteção contra o sol. Na temporada mais leve e livre do ano em que as pessoas estão de férias, praticam corrida, caminhada, andam de bicicleta, skate, patinete, fazem passeios no parque, tomam banho de piscina e praia é preciso ficar muito atento à exposição da pele aos raios solares.

Os raios UVA e UVB produzidos pelo sol representam 95% da radiação que atingem o corpo e penetram profundamente na pele. O efeito cumulativo dessa radiação provoca o surgimento de pintas, sardas, manchas, rugas e até tumores benignos ou malignos. Para evitar tais problemas, o ideal é se proteger com um bom protetor solar. Você já escolheu o seu?

A Dra. Simone Neri, dermatologista, tira algumas dúvidas e dá dicas de como escolher um protetor para aproveitar o sol de verão com alegria e segurança. Confiram:

– Quais os benefícios de usar protetor solar?

Os protetores solares ou filtros solares, são produtos capazes de prevenir os males provocados pela exposição solar, como o câncer da pele, o envelhecimento precoce e a queimadura solar.

A exposição à radiação ultravioleta (UV) tem efeito cumulativo e os raios solares penetram profundamente na pele, podendo provocar diversas alterações, como o surgimento de pintas, sardas, manchas, rugas e outros problemas.

– Como funciona um protetor solar?

Ele impede que os raios ultravioletas emitidos pelo sol penetrem nas camadas mais profundas da pele. Os chamados filtros físicos fazem com que a pele não absorva os raios porque contêm substâncias refletoras. Já nas formulações químicas, a atuação dos ingredientes é mais complexa. Quando os raios atingem o corpo, encontram moléculas do produto que absorvem a energia do Sol. A absorção agita as moléculas, que ficam em estado de excitação, voltando em seguida ao estado natural, o que faz com que a pele receba uma fração de energia solar menos agressiva e reflita o restante.

— Qual o fator mínimo recomendado de filtro solar?

Existem dois fatores de medição de proteção solar: FPS e PPD.

O FPS diz respeito ao filtro dos raios ultravioleta do tipo B, que são os raios que o sol emite e que causam aquela aparência avermelhada na pele e queimaduras solares. Já o PPD, é o fator de medição da Proteção contra os raios ultravioleta A, que são os raios emitidos pelo sol e que penetram profundamente na pele, além de causarem um dano progressivo, também, são os maiores responsáveis aos danos a longo prazo nas células e ao temido câncer de pele. Portanto, quando você for escolher um filtro solar, você deve observar os dois fatores: FPS e PPD.

– Mas como escolher?

É aconselhável que os filtros solares tenham no mínimo FPS 30 e PPD mínimo de 1/3 desse valor, segundo o Consenso Brasileiro de Fotoproteção. Porém, se for uma pele clara, dê preferência aos filtros com FPS de no mínimo 60 e PPD de 20, que certamente a pele estará mais protegida.

– Qual a maneira correta de usar protetor solar?

O produto deve ser aplicado ainda em casa, e reaplicado ao longo do dia a cada duas horas. É necessário aplicar uma boa quantidade do produto, equivalente a uma colher de chá rasa para o rosto e três colheres de sopa para o corpo, espalhar uniformemente, de modo a não deixar nenhuma área desprotegida. O filtro solar deve ser usado todos os dias, mesmo quando o tempo estiver frio ou nublado, pois a radiação UV atravessa as nuvens.

É importante lembrar que usar apenas filtro solar não basta. É preciso complementar as estratégias de foto proteção como, por exemplo, ao sair ao ar livre, procurar ficar na sombra, evitar o sol entre 10 e 16 horas, quando a radiação UVB é mais intensa, usar roupas, chapéus e óculos apropriados, e sempre ter a mão um protetor solar com fator de proteção solar de no mínimo (FPS) 30.

– Quanto tempo dura o efeito do protetor solar?

A Sociedade Brasileira de Dermatologia, SBD, recomenda reaplicação de filtros solares a cada 2 horas ou após longos períodos de imersão. Intervalos específicos de aplicação podem ser sugeridos pelo fabricante desde que comprovados por estudos específicos.

– Podemos usar o mesmo protetor solar do corpo no rosto?

Sim, porém, como a pele do corpo geralmente é mais seca que a do roso, dê preferência por filtros em loção, que podem ajudar a hidratar a pele.

– Qual o melhor fator de protetor solar para o rosto?

O fator de proteção solar, FPS, é a principal medida de eficácia de um protetor solar, quantificando o quanto o produto é capaz de ampliar a proteção contra a queimadura solar. Dessa forma, um hipotético filtro solar com FPS 30 seria capaz de evitar que o usuário se exponha ao sol sem ser atingido por queimadura, 30 vezes mais do que sem o uso do produto.

Protetores em produtos como, por exemplo, cremes, bases, pó compacto têm o mesmo efeito que um protetor solar não combinado a esses produtos?

Sim, todos eles têm o mesmo efeito.

– Quantas vezes por dia devo aplicar o protetor solar?

Depende, se estiver em ambientes fechados e não estiver transpirando muito, os filtros podem ser reaplicados a cada 4 horas. Em ambientes abertos e com transpiração, aplique a cada duas horas. Se estiver se banhando na piscina ou mar, reaplique o protetor sempre que sair da água.

– Dra. Simone Neri – DERMATOLOGISTA – CRM 80.919 – Possui 25 anos de formação em Clínica Médica e em Dermatologia. É graduada em Medicina pela Universidade de Santo Amaro UNISA, possui residência em Clínica Médica pela Universidade de Santo Amaro UNISA, residência em Dermatologia pela Universidade de Santo Amaro UNISA, é ex-preceptora do Ambulatório de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro UNISA, médica plantonista do Pronto Socorro do Hospital São Luiz, ex-coordenadora médica do Pronto Socorro do Hospital São Luiz Anália Franco.  Participa ativamente de Congressos, tanto como ouvinte quanto como palestrante e destaca-se na área de Cosmiatria e Estética com expertise no manejo de Preenchedores, Toxinas e Lasers, sendo uma das poucas profissionais da área a dominar a técnica consagrada de MD Codes de harmonização facial. Na área de inovações em técnicas cirúrgicas, participou de um grupo de estudos no Instituto Butantã no tema Toxina Botulínica em Processos Inflamatórios do Couro Cabeludo, com apresentações em Congressos Nacionais e Internacionais. Já na área da Dermatologia Clínica investe exaustivamente em atualizações científicas, com tratamentos inovadores como os chamados Medicamentos Imunobiológicos em doenças crônicas como Psoríase e Hidrosadenite. Atualmente é dermatologista em consultório próprio em São Paulo – Rua Dr Veiga Filho 350 Cj 701, Higienópolis – São Paulo – Tel. ‎11-5555-0272.

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