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Anvisa autoriza ampliação de uso de medicamento para câncer de pulmão

Lorbrena, da Pfizer, contribui na redução de neoplasias pulmonares em fase metastática. Doença atinge mais de 30 mil brasileiros por ano

 

Os pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) avançado ou metastático, cujos tumores são ALK-positivos, agora contam com mais uma opção no combate à doença. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou o uso de Lorbrena (lorlatinibe) no tratamento de primeira linha da enfermidade, após a mesma validação ser concedida pelo FDA, agência federal do departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos.1

 

Lorbrena, da Pfizer, contribui na redução dos tumores e aumento da sobrevida de pessoas com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) positivo para quinase do linfoma anaplásico (ALK).  O medicamento é um novo inibidor de ALK de terceira geração que é mais potente do que os inibidores de segunda geração em estudos bioquímicos e celulares e tem a cobertura mais ampla de mutações de resistência de ALK que foram identificadas. O lorlatinibe foi desenvolvido para atravessar a barreira hematoencefálica com o objetivo de alcançar altas exposições no SNC.1,4

 

A aprovação da indicação de primeira linha foi baseada nos resultados do estudo de Fase 3 “CROWN”, publicado pelo The New England Journal of Medicine, que mostrou uma redução de 72% no risco de progressão ou morte vs o crizotinibe. Uma análise de pacientes com metástases cerebrais mensuráveis na base de referência mostrou que, entre esses pacientes, a taxa de resposta objetiva intracraniana foi de 82% (IC de 95%, 57 a 96) no braço do lorlatinibe e 23% (IC de 95%, 5 a 54) no braço do crizotinibe.4

 

“O CPNPC com a mutação ALK é um subtipo de câncer de pulmão que muitas vezes acomete jovens e tem o diagnóstico tardio, muitas vezes já em fase metastática, ou seja, quando o tumor acomete também outros órgãos, além do pulmão. Ter esta ampliação de atuação em tratamento terá um impacto na vida de milhares de pessoas pois trata-se de um medicamento com respostas muito positivas no combate à doença”, afirma diretora médica da Pfizer, Márjori Dulcine.