Americana: Rezende quer saber gastos com água em unidade de saúde que opera em chácara

O vereador Welington Rezende (PRP) apresenta na sessão desta quinta-feira (18) requerimento questionando o valor gasto para o pagamento das contas de água e esgoto na chácara que abriga a ESF (Estratégia Saúde da Família) do Balneário Riviera, na região da Praia Azul, em Americana.

O parlamentar pede as cópias das contas de água e energia elétrica da unidade dos últimos oito meses e questiona se o valor gasto por terceiros é pago pela Prefeitura de Americana.

Além disso, Rezende pede cópia do contrato de locação firmado entre a Prefeitura e o proprietário do imóvel e cópia do BO (Boletim de Ocorrência) relatando a constatação de vômito e urina na área externa, interrompendo o programa de vacinação na unidade.

Ainda, o vereador quer saber se a municipalidade pretende executar e reaver o montante supostamente pago indevidamente pela administração, qual o valor a ser executado e se há processo administrativo ou judicial.

“Quero saber também se foi feito estudo sobre o risco com a locação de bem com restrições judiciais. A imprensa já noticiou hoje que são, em média, R$ 509 gastos com energia por mês. Mas quero as cópias das contas e descobrir quanto se gasta de água no local”, explicou o vereador.

O imóvel onde está a unidade de saúde corre o risco de ser leiloado por haver ação de execução civil e penhora em decorrência de ação trabalhista.

DENÚNCIA

Rezende denunciou o caso após fiscalização na manhã de segunda-feira (17). Depois do ocorrido, a Prefeitura informou a intenção de reabrir o prédio original da unidade – em fase de reforma, na Rua Pará – em até 30 dias.

“Vou cobrar da administração para cumprir ou até antecipar esse prazo. A transferência da unidade para outro endereço é emergencial. Mas os pequenos reparos e acabamentos precisam ser executados imediatamente no prédio original para acelerar a mudança. Assim, não corremos mais o risco de suspender vacinação por causa de problemas decorridos de festas, baladas, bebidas ou até mesmo ordem judicial”, disse.

A Prefeitura arca com aluguel de R$ 3 mil mensais pelo imóvel e os funcionários da unidade agora não possuem cozinha, uma vez que o acesso foi bloqueado pelo proprietário da chácara. A geladeira, mesa e microondas dos servidores foram levados para a sala de vacinação, onde as refeições acontecem de forma improvisada.

 

Assessoria de comunicação 

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