Americana: Polícia encontra 11,5 mil garrafas de cerveja adulteradas

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana (SP) prendeu nesta quarta-feira (17) uma quadrilha que vendia cervejas adulteradas. Cinco suspeitos foram detidos. Eles compravam bebidas inferiores e trocavam tampas e rótulos das garrafas.

Segundo a polícia, a quadrilha alugou um galpão no Jardim Brasil e fazia a adulteração dentro do depósito. Os policiais encontraram um total de 11,5 mil garrafas já adulteradas, além de rótulos e muitos sacos com tampas.

 

Os policiais prenderam três homens em flagrante no galpão. E outros dois suspeitos da falsificação numa casa em Cosmópolis (SP). Todos os detidos são de Tocantins. Também foram encontrados tampas e rótulos que eram trocados nos vasilhames com cervejas de qualidade inferior.

Segundo a polícia, eles compravam os produtos com preço mais baixo, tiravam os rótulos e depois colavam outros falsos de cervejas mais caras. De acordo com o delegado da DIG de Americana, Marco Antônio Pozeti, eles revendiam as garrafas para pequenos estabelecimentos. “Eu acredito que eles revendiam não para grandes redes, mas para bares e lanchonetes, com certeza”, afirma.
A polícia de Americana vinha monitorando a quadrilha há um mês e contou com a ajuda da Associação Brasileira de Combate à Falsificação. “Nós temos investigadores que saem no mercado pesquisando, adquirindo esses produtos para análise. A gente tenta reunir elementos, provas que possam ajudar o trabalho da polícia”, explica Silka de Paula, advogada da entidade.

PROCESSO DE FALSIFICAÇÃO

O processo de falsificação era feito todo à mão, garrafa por garrafa. Para trocar a tampa, os criminosos usavam uma ferramenta especial e depois um martelo para que ficasse firme. Eles reaproveitavam tampas usadas e ainda tinham à disposição milhares de novas. A polícia vai investigar onde elas foram fabricadas, e se são falsificadas ou não, pois algumas estavam em uma caixa de uma empresa com sede em Manaus.

Pelo menos dois dos homens presos nesta quarta já tiveram envolvimento antes com falsificação de bebidas. Os detidos vão responder por falsificação, formação de quadrilha e crime contra a saúde pública. Segundo a advogada da associação, essa foi a primeira vez que eles apreenderam cervejas com rótulos falsos. O mais comum é encontrar whisky e vodka falsificados.

Do: G1 Campinas e Região
Imagens: divulgação

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