Americana: Parque Ecológico divulga laudo da morte do leão Panta

Após os exames de necrópsia realizados com parte dos órgãos do leão Panta, foi possível concluir que a causa do óbito foi de um quadro de leucemia mielomonocítica. Em anexo o relatório de óbito encaminhado pelo Parque Ecológico.

 

RELATÓRIO DE ÓBITO

Panthera leo – Panta – 16 anos

Após a morte do leão macho do zoológico de Americana, Panta, no dia 22 de outubro de 2014, o material coletado durante o exame necroscópico foi encaminhado para o setor de patologia da USP. Baseado neste exame, os especialistas    puderam concluir que a principal suspeita diagnóstica é de um quadro de leucemia mielomonocítica..

Este animal vinha sendo tratado adequadamente desde o momento em que fora realizada uma bateria de exames pela equipe multidisciplinar da ONG Mata Ciliar em maio de 2014, quando se diagnosticara uma hemoparasitose (parasito no sangue).

Passou por uma nova bateria de exames após o término do tratamento, no zôo de Americana, com melhora do quadro, principalmente no aumento das plaquetas (principal indicativo da infecção), e ganho de peso, inclusive com melhora no apetite e comportamento mais ativo. No entanto ainda apresentou um quadro de infecção e anemia, motivos pelos quais o animal continuou em tratamento, pois sabidamente, um animal em idade avançada demora mais para se recuperar.

Vinha se recuperando lentamente, se alimentando bem, e interagindo com a fêmea do mesmo recinto, porém veio a óbito inesperadamente. A suspeita indicada no laudo histopatológico causou surpresa em todos que vinham acompanhando o caso. Este tipo de leucemia pode ter ocorrido como evolução da hemoparasitose (pela danificação celular), além de ser considerada uma doença mais comum em animais de idade avançada.

A leucemia é uma doença que degenera as células do sangue e seu diagnóstico e tratamento são extremamente difíceis de se realizar. Principalmente o tratamento desta doença é de difícil sucesso e que pode acarretar outros malefícios para o animal, como infecções secundárias devido à baixa de imunidade que o tratamento propõe, fragilizando ainda mais a saúde do animal.

Infelizmente a evolução da doença encaminhou para o inevitável óbito do animal, sem haver qualquer possibilidade de cura.

Michelle F. Forte, Everton dos Santos Cirino e Ana Rosa A. G. Nogueira (Médicos Veterinários PEMA)

 

Assessoria de imprensa Parque Ecológico de Americana

Foto: o liberal

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