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Aluna da Paulo Freire é finalista em concurso de Ciências


A estudante Victoria Amorim Fermino Braga, da EMEF Paulo Freire, da Rede Municipal de Ensino de Americana, foi selecionada como uma das finalistas da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, FEBRACE, que acontecerá nos dias 15, 16 e 17 de março, na USP.

Victoria irá expor seu projeto de pesquisa, “Um Estudo Sobre o Hidrogênio”, desenvolvido durante 2015. A professora Zilda Godoy, que a orientou, teve apoio da coorientadora, graduanda em pedagogia pela FE-UNICAMP, Patrícia Fracetto,ex-aluna da EMEF.

“Nos últimos dois anos desenvolvo o Projeto “Orientação de Pesquisa Científica” que é proposto aos alunos dos 8º e 9º anos. Victoria aceitou o desafio proposto e participou deste projeto inédito e inovador. Este tipo de atividade pedagógica é de extrema importância na formação de sujeitos protagonistas do seu conhecimento, pois se trata da produção de um trabalho autoral orientado a partir de metodologia científica”, afirmou Zilda.

“Assim que soube que fui selecionada, fiquei mega animada, pois é uma honra gigantesca poder participar de uma feira como tal e para mim como estudante é algo que tenho certeza que fará grande diferença na minha vida de agora em diante”, destacou a aluna.  “O trabalho de pesquisa me apresentou um mundo diferente ao qual estava acostumada”, revelou Victoria.

Em sua opinião este tipo de orientação é algo que deveria fazer parte do cotidiano dos estudantes do Ensino Fundamental II e Ensino Médio. “Eu particularmente não tenho a intenção de parar com minha pesquisa tão cedo”, destacou. “Poder experimentar esse tipo de pesquisa me forneceu um conhecimento particular importantíssimo, além de ter conhecido muitas pessoas importantes e de poder vivenciar feiras de ciências como a III Mostra de Ciências e Tecnologia da 3M (2015). Eu, se pudesse, participaria de feiras como a FEBRACE 2016 todos os anos, tal ambiente me fez superar minhas expectativas iniciais, o que foi maravilhoso”, afirmou.

Segundo Zilda o objetivo do projeto é proporcionar o conhecimento e a prática da metodologia científica, e assim dissociar o ato de pesquisar com a prática consagrada entre os estudantes do Ctrl C e Ctrl V. “Além disso, oportunizar a participação em Feiras e Mostras Científicas proporciona aos alunos verificar a real função de suas pesquisas que é a divulgação de seus conhecimentos e descobertas, e o contato com especialistas que poderão contribuir com sugestões para o prosseguimento da pesquisa. Neste sentido a pesquisa é muito mais que um simples trabalho escolar, normalmente requisitado pelos professores e posteriormente engavetado”, ressaltou a professora.

Os projetos foram escolhidos dentre mais de 2.200 projetos inscritos diretamente, além dos projetos enviados pelas 125 feiras afiliadas. São mais de 330 projetos aprovados para a fase presencial, onde os finalistas passarão pela argüição de mestres e doutores da Universidade de São Paulo e universidades parceiras. Durante a fase presencial, os projetos serão avaliados pelos seguintes critérios: Atitude Cientifica, Habilidades, Criatividade e Inovação, Relevância, Profundidade, Aplicação do Método, Relatório, Diário de Bordo, Pôster, Apresentação Oral, Empreendedorismo e Relevância Social.

Segundo Zilda a EMEF Paulo Freire é pioneira no desenvolvimento deste tipo de proposta e pelo segundo ano estará representando a Rede Pública Municipal de Americana na FEBRACE. A Feira Brasileira de Ciências e Engenharia é um movimento nacional de estímulo ao jovem cientista, que todo ano realiza na Universidade de São Paulo uma grande mostra de projetos.

 

Unidade de Imprensa – Roberto Andrade

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Dennis Moraes