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Adoção Tardia: mitos e verdades

O termo adoção tardia é utilizado quando a criança adotada já possui um desenvolvimento parcial em relação a sua autonomia e interação com o mundo, em geral após os 3 anos de idade.

Embora não haja uma idade mínima formal para caracterizar a adoção tardia, assim são classificadas as adoções de crianças que já conseguem se comunicar, sabem andar, não usam mais fraldas, ou seja, não são mais consideradas bebês.

Hoje, muitos profissionais utilizam o termo “adoção de crianças de mais idade”, que abrange um período bem mais amplo, chegando até a adolescência.

 

Principais dúvidas sobre adoção tardia

Existem muitas questões e dúvidas quando o assunto é adoção tardia. Em geral há uma insegurança por parte dos pretendentes à adoção no que se refere à história de vida da criança até aquele momento, tanto do ponto de vista físico quanto emocional: histórico de saúde, vivências anteriores, fatores psicológicos etc.

Por outro lado, por parte da criança há o medo do desconhecido e a insegurança em relação à nova vida, com destaque para o receio de uma nova rejeição.

E também a ansiedade gerada pela separação das pessoas e do abrigo ou casa-lar em que vive, que apesar de muitas vezes ser um ambiente árido e com poucos vínculos, é o único que ela teve a oportunidade de conhecer. E, portanto, ali encontra uma relativa segurança.

A prática comprova que esses desafios são bem menores e a adaptação da criança é muito mais rápida e tranquila se antes da adoção houver um período de acolhimento familiar e se, principalmente, esta foi a única forma de acolhimento.

 

Como lidar com os desafios

Na adoção tardia estes ajustes são evidentes, tanto por parte dos adotantes quanto dos adotados. É necessário lembrar que o adotante é o adulto da relação e deverá fornecer o suporte para a criança sentir-se amada e acolhida, sobretudo nestas fases iniciais.

Paciência, dedicação, amor, informação e a certeza de que um vínculo seguro e permanente fará toda a diferença na construção desse relacionamento. Esse é o caminho para superar os desafios e assegurar uma vida saudável e feliz, tanto para a criança adotada quanto para a família que adotou.

 

Projetos para incentivar a adoção de crianças 

A medida que a informação é disseminada e os mitos e medos são desconstruídos, torna-se mais saudável a relação com qualquer assunto. E na adoção tardia não tem sido diferente.

Um dos principais desafios da adoção no Brasil é aproximar os pretendentes à adoção das crianças e adolescentes em condições de serem adotados.

Para superar essa situação, diversas instituições não governamentais e iniciativas pontuais dentro da esfera pública estão tratando do tema de forma mais transparente e abrangente.

Em todo o Brasil, milhares de crianças e adolescentes estão em condições de adoção. Muitas vezes essas crianças e adolescentes são desconhecidas daqueles que desejam adotar. Além disso, a maioria das famílias prefere crianças menores de 5 anos, ou com características muito específicas, o que dificulta a situação de muitas outras em plenas condições de adoção.

Conheça aqui exemplos de projetos sérios e confiáveis que têm como objetivo dar a essas crianças e adolescentes maior visibilidade e apresentá-las de forma simples e prática àqueles que pretendem adotar

App A.DOT – abrangência nacional

O A.DOT é o primeiro aplicativo do país e que funciona a nível nacional, criado para dar maior visibilidade às crianças e adolescentes em condições de adoção, com os pretendentes habilitados no Cadastro Nacional de Adoção.

 

ANGAAD – abrangência nacional

Outra iniciativa de importante repercussão é a da Associação Nacional de Grupos de Apoio à Adoção (ANGAAD), que reúne mais de 130 Grupos de Apoio à Adoção (GAAs) em todo o país.

 

Adote um Boa Noite – promove a adoção tardia no Estado de São Paulo

O Tribunal de Justiça de São Paulo lançou recentemente a expansão da campanha Adote um Boa Noite que já funciona há um ano, mas estava restrita a apenas dois fóruns e agora foi ampliada para todo o Estado. Nela, o foco é o incentivo da adoção de crianças a partir dos 8 anos.

 

Quero uma família – abrangência no Estado do Rio de Janeiro

O projeto de busca ativa do Ministério Público do Rio de Janeiro disponibiliza informações básicas de crianças e adolescentes  acolhidos no Estado, que se encontram em condições de serem adotados, mas que não encontraram interessados em sua adoção.

 

App Adoção – abrangência no Estado do Rio Grande do Sul

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul também tem um aplicativo, que têm como objetivo dar visibilidade a crianças e adolescentes que esperam por adoção, já que o interesse da maioria dos adotantes é por bebês.

A ideia é que ocorra uma humanização da busca, com fotos, vídeos, cartas e desenhos, para despertar o interesse e a flexibilização do perfil desejado pelos candidatos.

Os detalhes do aplicativo serão somente para candidatos aprovados pela Justiça e apenas crianças que queiram participar serão incluídas. O público em geral também poderá baixar o app (para Android e IOS), mas só terá acesso a informações básicas sobre adoção, sem identificação dos jovens cadastrados.

 

 

Fonte: Instituto Geração Amanhã

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