
Evento homenageou personalidades como Helena Theodoro Jussara, Nanci Rosa , Bárbara Santos, Rose Oliveira, Rosania Carvalho e Priscila Theodoro
A Academia Brasileira de Artes Carnavalescas promoveu, na última sexta-feira, uma tarde de celebração, homenagens e empoderamento feminino em alusão ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. A iniciativa reuniu representantes da ala das baianas da Estação Primeira de Mangueira e baianas do Grupo coordenado por Tia Eudoxia, além de convidados do segmento da cultura e empreendedorismo em uma programação que uniu autocuidado, dança e reconhecimento de mulheres que contribuem para a valorização da cultura negra e do Carnaval brasileiro.
A ação foi idealizada e conduzida por Célia Domingues, vice-presidente da Academia Brasileira de Artes Carnavalescas, e contou com atividades voltadas ao bem-estar e à autoestima, como uma aula de automaquiagem, com Ronegraça make, e uma aula de dança de terreiro com a Professora Érika Camilo.
“Celebrar o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha é também reconhecer a força, a história e a contribuição dessas mulheres para a cultura brasileira. Reunir as baianas, promover momentos de cuidado, aprendizado e alegria e, principalmente, homenagear mulheres que constroem diariamente a nossa história é uma forma de reafirmar que o protagonismo feminino negro precisa ser valorizado e celebrado”, destaca Célia Domingues.
Escritora, professora e intelectual, Helena Theodoro recebeu o fardão dos imortais da Academia Brasileira de Artes Carnavalescas. O momento simbolizou o reconhecimento à sua trajetória e à sua contribuição para a cultura, para a educação e para a valorização da identidade negra brasileira. Também foram homenageadas a cantora Jussara, Nanci Rosa, figura emblemática na defesa da cultura e memória preta por meio do trabalho realizado no Renascença Clube, Bárbara Santos, fundadora do Caldo da Nêga, a empreendedora Priscila Theodoro, da Yeyeo Bijus, Rose Oliveira, embaixadora do Turismo no Estado do Rio de Janeiro e fundadora do Ginga Tropical e Rosania Carvalho, produtora e fundadora do Bêco das Nêgas.





“ Essas mulheres com trajetórias marcadas pela atuação em diferentes áreas da cultura, da arte, do empreendedorismo e da valorização da população negra, representam outras milhares de nós que estão por todo o mundo com suas lutas, ideais e construção de um legado que vai inspirar as que virão, assim como nós fomos impulsionadas pelas nossas ancestrais”, reforçou Célia.
A cantora Dorina também marcou presença na celebração, que exaltou a importância da criação de espaços de encontro, reconhecimento e fortalecimento entre mulheres negras.






