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A vacina indiana superfaturada expõe o governo Bolsonaro

Cássio Faeddo

Por Cássio Faeddo

 

A história mostra inúmeros casos de ataques e traições que derrubaram líderes e ditadores. Júlio César, na antiga Roma, é um dos casos mais emblemáticos, pois foi traído pelo seu enteado Brutus , que conspirou para assassiná-lo. Um ato vil e desprezível.

 

Agora, no Brasil, Bolsonaro foi envolvido em um caso que pode desencadear uma crise imensa: o processo de compra de vacinas 1000% mais caras. Em tela, a indiana Covaxin. Uma vacina com problemas desde a origem, conforme restrições da Anvisa.

 

O denunciante: deputado Luís Miranda, do DEM, do DF. YouTuber, bolsonarista, que foi eleito na leva das celebridades de direita de 2018.

 

Os que estão próximos requerem mais atenção dos que são oposição declarada. A história mostra.

 

O ex-ministro Pazuello saiu do ministério falando de “pixulecos”; agora o deputado Miranda fala sobre possível omissão do presidente da República em tratar possível superfaturamento.

 

Parece haver, nas palavras do deputado em entrevista para a Rádio Band News, que há uma estrutura entrincheirada no ministério da saúde se alimentando de dinheiro da corrupção.

 

Resta aguardar quais serão as consequências das denúncias, já que houve informações de que há farta documentação por parte do deputado.

 

O caso está nas mãos da Polícia Federal, Procuradoria Geral da República e CPI da pandemia no Senado Federal.

 

Lamentavelmente, com o fim da Lava Jato, mais propriamente da liberdade dada a quase todos os implicados, cremos que dificilmente alguma consequência penal ou investigatória terá sucesso. Nossa história também mostra essa realidade.

 

Cássio Faeddo. Advogado. Mestre em Direito. MBA em Relações Internacionais-FGVSP

** Os textos trazidos nessa coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal SB24Horas